Ao completar hoje os 62 anos de emancipação político-administrativa, município comemora o desenvolvimento com a participação de importantes segmentos na geração de emprego e renda. Conforme dados da Secretaria Estadual da Fazenda, cidade é a quarta que mais cresce na Amrec, obtendo de 2022 para 2023, um incremento de 15% no índice de retorno do ICMS
Capital do Tijolo, terra de trabalho, de uma indústria forte e de uma comunidade que trabalha pelo desenvolvimento. Essa é a cidade de Morro da Fumaça, que comemora nesta segunda-feira, dia 20 de maio, os 62 anos de emancipação político-administrativa.
Com mais de 18 mil habitantes, a cidade está localizada a 19 quilômetros de Criciúma, 199 quilômetros de Florianópolis, e tem a economia pautada na indústria. Os primeiros habitantes de Morro da Fumaça foram os índios Carijós. Em 1900 chegaram os europeus da República Bielorrúsia – um país no leste da Europa – e viviam basicamente da produção de suínos. José Cechinel e a esposa Hermínia Sóligo Cechinel foram os primeiros a fixarem residência na cidade, sendo considerados os fundadores de Morro da Fumaça. A luta pela criação do distrito começou com José Guglielmi, Francisco Rodrigues Júnior, Antônio de Costa, entre outros. A vitória veio em 1931.
Foram pouco mais de 30 anos como distrito, até que o representante de Morro da Fumaça na Câmara de Vereadores de Urussanga, o vereador Iwaldo Luciano, em 1962, protocolou o pedido de emancipação de sua comunidade. O projeto foi homologado pela lei 01/62 e publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa, pela lei número 816, em 30 de março de 1962.
Emancipação
O primeiro prefeito, Auzílio Frasson, foi nomeado pelo, então, governador Celso Ramos, ficando no cargo até a primeira eleição do município, que escolheu Jorge Silva. “Eu nasci e me criei aqui dentro do nosso município. Quando começou Morro da Fumaça, não tinha, bem dizer, ninguém. O Jorge Silva, que foi um bom prefeito, fez força para trazer a energia elétrica para a cidade”, lembra Jácomo João Serafim, o Seu Jacks, de 92 anos, um dos moradores mais antigos da cidade.
No passado, separação das casas com cerca de arame
Por um curto período de tempo, Morro da Fumaça, foi chamada de Vanteiro. O fato ocorreu devido a Vanteiro Margotti, um grande comerciante e figura muito influente economicamente e politicamente na época. Era de Treze de Maio, mas em 1912 se instalou na localidade.
Já para o nome Morro da Fumaça existem diversas versões. Uma delas dá crédito aos tropeiros que carregavam as suas mercadorias até o porto de lanchas no Pontão. Segundo historiadores, o nome se deve à neblina formada no morro onde hoje se localiza o Hospital de Caridade São Roque, sempre que o Rio Urussanga subia. Outra versão conta que, devido a esta neblina, tropeiros que por ali se instalavam precisavam acender fogueiras em seus acampamentos, causando a emissão de fumaça. “A energia vinha de Urussanga, pelos morros, mas começou pelo motor a óleo diesel. Naquela época tinham poucas casas e pouca gente, então, o motor dava conta, mas quando chegava a meia noite, mais ou menos, acabava o óleo e acabava a luz”, lembra, com bom humor, Seu Jac.
Como era o distrito
Até 20 de maio de 1962, Morro da Fumaça pertencia a Urussanga. Como um distrito. Seu Jacks lembra do local, antes de ser emancipado. “Naquela época, a gente ia na missa a pé. O sapato era carregado no ombro, para não estragar, até chegar na igreja. Lá perto, a gente limpava o pé num lago e calçava o sapato. Quando não tinha missa, só rezávamos o terço”, comenta Seu Jacks.
Para o antigo morador, os muros de concreto vieram muito tempo depois da emancipação. “Eu conheci Morro da Fumaça com separação de casas só com cerca de arame. Os potreiros vinham até na estrada. A gente só se transportava a cavalo. Carros vieram muito tempo depois e eram poucos: um ou dois”, pontua.
Seu Jacks, com 92 anos, ainda dirige. Porém, sente dificuldades, em função de problemas na visão. “Agora, tenho pedido para meu filho me levar no Centro. Faço umas compras, uma vez por mês, mas saio pouco. Sempre morei aqui e gosto muito. Quero ficar até os meus últimos dias em Morro da Fumaça, porque a cidade está crescendo e ficando cada vez melhor”, finaliza.











