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Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Exportações de SC para os EUA caem quase 20% com tarifaço

Apesar da queda para os EUA, vendas externas catarinenses crescem globalmente em agosto, impulsionadas por México, Chile e Argentina

As exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos caíram 19,5% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2024, totalizando US$ 119,2 milhões. Apesar da queda, os EUA continuam sendo o principal destino dos produtos catarinenses, segundo dados do Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), divulgados nesta sexta-feira (5).

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explica que a redução está diretamente ligada ao chamado “tarifaço” dos EUA. Antes da medida entrar em vigor, empresas americanas anteciparam pedidos e formaram estoques. Com a sobretaxa de 50%, muitas compradoras interromperam as compras. “Foi uma redução significativa em agosto, mas era um movimento esperado. Nos próximos meses teremos condições de analisar como as exportações para os Estados Unidos vão se comportar”, afirmou.

Mesmo com a queda para os EUA, Santa Catarina registrou crescimento de 1,54% nas exportações globais em agosto, somando US$ 971,4 milhões. O avanço foi puxado principalmente por México (+47,5%), Chile (+30,9%) e Argentina (+21,7%).

O setor de madeira e móveis foi o mais impactado pelo tarifaço, devido à forte dependência do mercado americano e à produção de itens personalizados. Entre os produtos mais afetados estão: obras de carpintaria para construção (-34,9%), madeira compensada (-30%), móveis (-17,2%) e madeira serrada (-1%).

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, as exportações catarinenses cresceram 5,9%, chegando a US$ 7,94 bilhões, com destaque para a proteína animal.

Quanto às importações, o estado registrou queda de 10,6% em agosto, totalizando US$ 2,75 bilhões. Entre os itens com redução estão partes e acessórios para veículos (-12,6%) e pneus de borracha (-29,8%), enquanto fertilizantes nitrogenados (+150,9%) e cobre refinado (+12,9%) registraram alta. No acumulado de 2025, as importações cresceram 2,6%, somando US$ 22,48 bilhões, com a China como principal fornecedora (US$ 9,58 bilhões, +2%).