Fenômeno pode começar entre julho e agosto e já leva Defesa Civil a reforçar ações contra alagamentos e deslizamentos
A atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 acendeu um alerta na Defesa Civil em todo o estado. O fenômeno provoca chuvas intensas, com alto risco de ocorrências como enchentes, deslizamentos e inundações.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, há 80% de probabilidade de o El Niño iniciar entre julho e agosto deste ano. O índice consta em documento do Climate Prediction Center, divulgado em abril.
Medidas já estão sendo tomadas em Criciúma:
Em Criciúma, a Defesa Civil já se prepara com uma série de medidas para evitar tragédias na região, entre elas:
- Limpeza e desassoreamento de rios.
- Manutenção e limpeza de bocas de lobo.
- Fiscalização de terrenos baldios.
- Monitoramento constante de áreas de risco.
O diretor da Defesa Civil, Fred Gomes, destaca a importância destas ações. “Aqui para o Sul e Sudeste deve haver bastante chuva. O encharcamento do solo fica evidente nesses períodos, o que exige atenção da Defesa Civil. Estamos trabalhando fortemente na mitigação de riscos, porque lidamos com vidas e não podemos falhar nesse sentido”, afirma.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração impacta diretamente a circulação atmosférica, provocando mudanças no regime de chuvas. No Sul do Brasil, os efeitos mais comuns são o aumento significativo das precipitações e a elevação das temperaturas.
Um dos casos mais marcantes já registrados foi a enchente no Rio Grande do Sul, em 2024, quando foram contabilizados 185 óbitos e 23 pessoas desaparecidas.











