Empresa ganhadora da licitação iniciou o transporte nesta terça-feira
Desde 2020 cedida para Jaguaruna pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a draga que seria usada na manutenção do desassoreamento da Barra do Camacho será devolvida ao Estado.
O equipamento está sendo removido na manhã desta terça-feira, dia 16, pela empresa Guindastran Locações, de Içara, segunda colocada na licitação.
A empresa foi classificada e executará o serviço pelo valor de R$ 33 mil após encerramento do contrato com a primeira colocada, a TNSS Transportes e Terraplanagem Ltda, de Sangão por falta de documentação exigida.
A draga foi retirada da água em abril do ano passado e continuava inoperante às margens do canal da Barra, em estado de deteriorização.
O Termo de Cessão de Uso entre Cidasc e prefeitura de Jaguaruna encerrou em 17 de maio deste ano. O documento prevê que o equipamento seja devolvido em condições de uso. Porém, de acordo com a gerência regional da Cidasc de Tubarão, a necessidade de reforma da draga ainda será avaliada e negociada com a prefeitura. “Será uma tratativa institucional, ainda sem definição”, informa a gerência regional.
A draga é um equipamento de grande porte, com dimensões e peso que a classificam como carga indivisível e excedente, o que requer o uso de veículos de transporte especializados, além de autorização de trânsito e escolta, conforme previsto nas normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e demais órgãos reguladores de tráfego.
A empresa responsável pela escolta definirá a melhor rota a seguir nesta terça-feira, dia 16, para o transporte até a unidade da Cidasc em Tubarão.
A secretária de Agricultura Márcia Bitencourt e o secretário de Obras, Jeferson Batista, acompanham a retirada do equipamento no local.
Jaguaruna quer adquirir nova draga
De acordo com o prefeito Laerte Silva, com a devolução da draga da Cidasc a prefeitura está em planejamento para adquirir uma nova draga, de menor porte, para otimizar o desassoreamento da Barra do Camacho.
Uma equipe da Unesc foi contratada para realizar os estudos que atendam as normativas do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para a solicitação do licenciamento ambiental para que a nova draga possa operar no canal, o que exige uma série de documentos e estudos técnicos.
Conforme relatos dos pescadores, a falta de dragagem no canal da Barra do Camacho pode prejudicar a pesca local. Uma espécie de “coroa de areia” na “boca da barra” dificulta a entrada do peixe, necessitando do equipamento para manter o canal aberto.
Fonte: Folha Regional











