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Fundado em 07 de junho de 1997

Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Meri T. Floriano

A dor do amor que se acaba!

Todo casamento que “acaba” já se acabara muito antes.

O AMOR é sentimento tão forte que até para admitir o seu término é necessário tempo.

Quando algo estoura ou vem à tona é porque de há muito borbulhava, subterrâneo.
O saudoso poeta e escritor, Artur da Távola, já dizia em uma das suas reflexões: “Fico a pensar nos quilômetros de discussões com as quais milhares de casais disfarçam o amor que começa a terminar ou já morreu. Penso no sentimento de perda que se instala nas relações que se tornam frias e distantes. A descoberta dos defeitos, desencontros, impossibilidades de encaixes e de suplementação nas relações. Penso nos que estão tentando gostar e já não mais conseguindo. Compadeço-me dos que colocam flores e esparadrapos na própria decepção ou no cansaço de suas relações rotinizadas, tóxicas, congeladas.

A perda dói, porque construída de esperanças mortas, pois se é esperança, não morta está. O que se faz morto em cada perda não é o amor anterior: é a esperança de felicidade e de encontro que não se realizou. O que dói no amor que termina não é o fato de ter acabado, o que dói é a contemplação da morte através da verificação da existência de uma pessoa em nós e no outro que já não existe, que mudou, transformou-se e cresceu ou apodreceu e piorou.

A gradativa aceitação da inexistência do amor é ferrugem existencial difícil de ser aceita. Por isso , o amor passado é dotado de muitas caras e para se proteger dessa ferrugem admite crescer, expandir em outras direções igualmente prazenteiras: a da amizade, lealdade, compreensão, respeito e carinho”.
Namastê !