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Javalis causam prejuízos em lavouras e preocupam agricultores em Urussanga

Secretário de Agricultura relata aumento nos casos e danos em plantações, nascentes e áreas de silagem em comunidades do interior

Os prejuízos causados por javalis em propriedades rurais têm preocupado agricultores de Urussanga, especialmente em comunidades próximas ao Costão da Serra. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Genevalso Cardoso, conhecido como Vardinho, os ataques às lavouras deixaram de ser situações isoladas e passaram a ocorrer com mais frequência nas últimas semanas.

“É uma coisa que já é recorrente, mas agora o negócio começou a agravar um pouquinho mais. Antes estava acontecendo desses animais baterem nas plantações, mas era coisa esporádica. Acontecia hoje aqui, uma coisinha lá, só que agora começou com mais frequência”, relatou o secretário.

De acordo com Vardinho, produtores de localidades como Santaninha, Belvedere, São Donato e Rio Carvão têm procurado a Secretaria de Agricultura em busca de apoio diante dos prejuízos. Um dos casos citados por ele envolve o agricultor Márcio Macari, da comunidade de Santaninha, que precisou antecipar a silagem após a destruição provocada pelos animais.

A silagem é um processo utilizado por produtores rurais para armazenar alimento destinado ao gado, especialmente milho ou capim, que é cortado e conservado para alimentação animal nos períodos de escassez. Quando os javalis invadem essas plantações, o prejuízo afeta diretamente a produção e o abastecimento das propriedades.

Segundo o secretário, além das lavouras, há registros de danos em nascentes d’água e plantações de batata e aipim. “O javali fuça muito. Além das plantações, já recebi imagens de nascentes destruídas”, acrescentou. O javali-europeu é considerado uma espécie exótica invasora no Brasil e provoca impactos ambientais, sanitários e econômicos.

Em Santa Catarina, conforme informações da Secretaria Estadual de Agricultura, a legislação autoriza o controle populacional da espécie, justamente pelos danos causados à agropecuária, às nascentes e ao meio ambiente. Atualmente, no entanto, não existe uma política pública ampla de indenização automática aos agricultores pelos prejuízos causados pelos animais.