Diferença em relação ao valor nacional pode ser de até R$ 485
Santa Catarina passou a ter o segundo maior salário mínimo regional do Brasil após a sanção da nova lei pelo governador Jorginho Mello. Com o reajuste, os pisos estaduais variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106, valores que superam o salário mínimo nacional (R$ 1.621), em até 29,9%.
O aumento aprovado foi de 6,49%, garantindo ganho real aos trabalhadores catarinenses, já que o percentual ficou acima da inflação de 2025. Na prática, mesmo a menor faixa paga no estado representa R$ 221 a mais que o piso nacional, enquanto a maior chega a uma diferença de R$ 485.
O piso regional é aplicado a trabalhadores que não possuem salário definido por legislação federal ou por acordos coletivos, funcionando como uma garantia mínima para diversas categorias.
Pisos ficam distribuídos em quatro faixas
Com a nova lei, os pisos catarinenses ficam distribuídos em quatro faixas, conforme as atividades econômicas:
Primeira faixa: passa de R$ 1.730 para R$ 1.842, abrangendo trabalhadores da agricultura, pecuária, indústrias extrativas, pesca e aquicultura, empregados domésticos, construção civil, entre outros.
Segunda faixa: passa de R$ 1.792 para R$ 1.908, incluindo trabalhadores das indústrias do vestuário, calçados, papel e papelão, comunicações e telemarketing, entre outros.
Terceira faixa: passa de R$ 1.898 para R$ 2.022, abrangendo trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, alimentação e comércio em geral.
Quarta faixa: passa de R$ 1.978 para R$ 2.106, destinada a setores como indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, processamento de dados, motoristas e trabalhadores de serviços de saúde.
Os novos valores têm efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Segundo o governo estadual, a medida reforça a valorização dos trabalhadores e contribui para o aquecimento da economia catarinense.











