A CPI do Futebol vai votar nesta semana um requerimento para ouvir Bráulio da Silva Machado, árbitro de Santa Catarina que atuou na vitória de 4 a 3 do Palmeiras sobre o Botafogo no Campeonato Brasileiro do ano passado. O jogo, disputado no Estádio Nilton Santos, é cercado de polêmica, incluindo o desempenho da arbitragem.
O requerimento para ouvir Bráulio é do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que também deseja ouvir outros integrantes da arbitragem no jogo. Assim devem ser convocados Diego Pombo Lopez (AVAR 2), Frederico Soares Vilarinho (AVAR) e Rafael Traci (VAR).
Um dos lances mais polêmicos foi a expulsão do zagueiro Adryelson no segundo tempo. O jogador recebeu cartão vermelho após intervenção do VAR. Na ocasião Bráulio, que anotou a falta, deu apenas cartão amarelo ao jogador.
Vale lembrar ainda que Bráulio cometeu um erro ao redigir a súmula, colocando nela que um dirigente estava no local. O mesmo, entretanto, na época não atuava mais no Botafogo e sim no Atlético-MG.
Nesta quarta-feira a CPI do Futebol retoma seus trabalhos e deve votar esses requerimentos. Além disso, nesta data, vai ouvir o presidente do São Paulo, Julio Casares, o presidente do STJD, José Perdiz, e o procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente.
O presidente do São Paulo foi convocado por requertimento solicitado pelo presidente da CPI, Jorge Kajuru (PSB-GO), depois que John Textor, dono da SAF do Botafogo, entregou relatório que cita suposta manipulação de resultados por meio de apostas na goleada de 5 a 0 sofrida pelo Tricolor paulista para o Palmeiras.
Perdiz e Piacente foram convocados pelo relator Romário (PL-RJ). O parlamentar entende que o STJD deveria ter atuado de maneira mais firme após as denúncias de Textor e não trabalhar na punição de quem estaria tentando investigar o futebol.
O depoimento da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também estava marcado para quarta-feira, mas será remarcado.
A CPI do Futebol, que investiga manipulação de resultados, tem como foco a máfia de apostas e supostos esquemas envolvendo árbitros. O estopim foi relatório apresentado na Polícia Federal por John Textor.











