TJSC nega habeas corpus e mantém prisão do vice-prefeito, enquanto defesa alega falta de provas em delações da Operação Mensageiro
No desdobramento da Operação Mensageiro, que investiga esquemas de corrupção em Tubarão, documentos sigilosos relacionados à operação foram encontrados na residência do vice-prefeito Caio Tokarski durante uma apreensão. Os despachos jurídicos revelam que ele é considerado de “periculosidade social” e que sua prisão preventiva foi mantida devido à existência de uma minuta para criação de uma CPI que, supostamente, atentava contra a Justiça e a própria operação. Além disso, Tokarski possuía documentos confidenciais relacionados à investigação.
A defesa do vice-prefeito argumenta que ele está sofrendo uma condenação prévia e busca um habeas corpus para revogar a prisão preventiva. No entanto, a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar, ressaltando a periculosidade social atribuída a Tokarski no contexto da operação.
A 5ª Câmara Criminal do TJSC rejeitou novo pedido de relaxamento das sanções aplicadas ao vice-prefeito, destacando que as denúncias estão baseadas em delações premiadas e que existem evidências contundentes dos crimes alegados. O tribunal considera que a prisão de Tokarski é necessária para preservar a ordem pública e o envolvimento dele é parte de um dos maiores esquemas de corrupção da história do estado.
Por outro lado, a defesa alega que não existem elementos de prova concretos contra Tokarski, além das delações premiadas, e questiona a validade dessas delações. Eles levantam a possibilidade de que os delatores possam estar criando fatos contra supostos acusados para reduzir suas próprias penas.
A situação do vice-prefeito também gera polêmica em relação às condições de sua prisão. Embora esteja detido em sala individual, ele possui regalias como banho quente, televisão, local de leitura e banho de sol. A defesa argumenta que essas condições especiais não são comuns a todos os presos na mesma situação e solicita ampla vigilância sobre as condições em que ele está detido.
Enquanto isso, a Operação Mensageiro continua em andamento, investigando a corrupção e possíveis aliados infiltrados. A descoberta dos documentos sigilosos com o vice-prefeito traz mais elementos para a investigação e reforça a necessidade de prosseguir com os procedimentos legais.











