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Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

SC fecha acordo internacional para exportar 100 mil toneladas de arroz após crise

Acordo envolve países da América Central e começa em maio

Após um período de superprodução de arroz em 2025, a Cooperja firmou um acordo internacional para exportação do grão a partir de maio deste ano. O fornecimento será destinado a cinco países da América Central e inclui também a venda de milho e ração.
Ao todo, cerca de 100 mil toneladas serão vendidas por ano, para El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras. “Nós queremos realmente fazer um volume maior de exportação de arroz, e tirar um pouco do Brasil para que o preço volte a ser competitivo”, comenta o presidente da Cooperja, Vanir Zanatta, em entrevista ao Programa Adelor Lessa.
O acordo foi oficializado na última semana, durante evento em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. A primeira remessa está prevista para o fim de maio.
Firmado entre a Cooperja, Cemersa (atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional) e a Origrains (responsável pela integração e estruturação das operações internacionais), o contrato representa uma parceria de longo prazo, com condições garantidas de fornecimento dos produtos.
Parte do volume exportado será proveniente do Sul de Santa Catarina, enquanto outra virá do Norte do Rio Grande do Sul.”São 400 mil sacas a cada 45, 60 dias. Não vai resolver o problema do Brasil, mas é um bom começo”, avalia o presidente da Cooperja. Ele ressalta que o arroz exportado não será, necessariamente, produzido pela Cooperja ou em SC.

Crise de 2025 foi provocada pela superprodução

No ano passado, a saca de arroz (50 kg) estava sendo comercializada por R$ 50, mais de 30% abaixo do custo de produção e do valor sugerido.
Em SC, a perspectiva para a safra 2025/2026 é de 1,2 milhão de toneladas. A produção em excesso do produto provocou queda acentuada no preço, que teve um aumento em 2026, mas segue abaixo dos custos de trabalho.
“Melhor para as indústrias, mas ruim ainda para o agricultor. O custo ainda continua na faixa dos R$ 72”, explica Zanatta, citando também impactos de fatores geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio.
Segundo ele, o valor ideal para viabilizar a produção seria entre R$ 75 e R$ 80 por saca. “Seria justo para todo mundo, o consumidor ia estar pagando hoje na faixa de R$ 4 o quilo, que também não é um absurdo”, opina o empresário.

Preço estagnado preocupa produtores

Atualmente em R$ 60, o preço vinha em crescente até março, mas estagnou em abril, preocupando os trabalhadores do setor. “O mercado estacionou. Se continuasse [em crescente] no final de abril, começo de maio, estaria em torno de R$ 70, e já daria um alívio para os nossos agricultores”, destacou Zanatta.

“A exportação é a nossa solução”

Zanatta celebrou o anúncio da parceria, mas garante que o trabalho de recuperação do setor será gradual. “A exportação é a nossa solução, é o que nós temos de trabalho a fazer para poder recuperar um pouco a margem para os associados e também para todas as indústrias. Sem indústria não se consegue sobreviver aqui”, encerra.