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Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Portaria humana ainda é necessária na era dos condomínios digitais?

Mesmo com o avanço da tecnologia, especialistas apontam que a presença humana segue como peça-chave na segurança e na gestão de condomínios. Com a digitalização crescente dos condomínios, ferramentas como aplicativas de gestão, câmeras com inteligência artificial e sistemas de portaria remota passaram a fazer parte da rotina de síndicos e administradoras. Nesse cenário, surge uma questão relevante: a portaria humana ainda tem espaço?

Para João Victor Campos, Diretor Executivo da D&C Serviços Especializados, a resposta está no equilíbrio entre tecnologia e atuação presencial. Segundo ele, embora os sistemas digitais sejam eficientes no controle de acessos e na organização de fluxos, a gestão de risco vai além de protocolos automatizados. “A leitura comportamental, a capacidade de intervenção imediata e o discernimento diante de situações imprevistas continuam sendo atributos essencialmente humanos”, afirma.

A presença do porteiro, nesse contexto, funciona como um filtro ativo de segurança. Mais do que autorizar entradas e saídas, o profissional é responsável por identificar inconsistências, orientar visitantes e prestadores de serviço e agir de forma preventiva. Em condomínios de médio e alto padrão, essa atuação também impacta diretamente na valorização dos imóveis e na sensação de segurança dos moradores.

Outro ponto destacado é o papel da portaria na gestão condominial. O porteiro costuma ser o primeiro contato entre moradores e administração, influenciando diretamente a convivência e ajudando na mediação de conflitos. Enquanto a tecnologia organiza dados, a presença humana contribui para organizar relações — um fator considerado estratégico no dia a dia dos empreendimentos.

Apesar disso, o avanço tecnológico não deve ser visto como concorrente, mas como aliado. O modelo mais eficiente, segundo especialistas do setor, é o híbrido, que combina sistemas digitais com supervisão presencial qualificada. “Câmeras monitoram, sistemas registram, mas pessoas decidem”, resume Campos.

A análise é reforçada pela atuação da D&C Serviços Especializados, que aposta em soluções personalizadas para condomínios residenciais e comerciais. A empresa, referência na Grande Florianópolis, registrou crescimento de 440% em 2025, impulsionada pela demanda por serviços que integram tecnologia e mão de obra especializada.

No fim, a discussão não se limita à substituição da portaria humana, mas à sua evolução. Em um ambiente cada vez mais digital, o fator humano segue como diferencial na construção de segurança, eficiência e qualidade de vida dentro dos condomínios.

Eduardo Negrão é jornalista e consultor político.