A pesca artesanal, em Balneário Rincão, ultrapassou dez toneladas, mas a com canoa e a de arrasto não foram positivas, segundo o presidente da Z-33
A safra da tainha, que iniciou em maio, foi positiva para uma das modalidades de pesca na região. O presidente da Colônia Z-33, de Balneário Rincão, Valmor de Moraes, revelou que os pescadores de canoa e de arrasto não obtiveram bons resultados nesta temporada. Inclusive, a captura do pescado na modalidade cerco/traineira encerrou ontem.
“Para nós da pesca corriqueira, artesanal, foi bastante positiva. Desde o dia primeiro de maio, quando foi aberta a temporada, capturamos mais de 10 toneladas. Vale ressaltar que nessa modalidade seguimos com autorização para a pesca até 31 de dezembro”, explicou Moraes, acrescentando: “Já o pessoal de canoa e do arrasto, que capturam lances maiores de tainha, não teve o mesmo resultado”. De acordo com o presidente da colônia, já estão aparecendo papa-terras e em breve as corvinas.
PESO E TAMANHO
Moraes ainda ressalta o tamanho das tainhas pescadas nestes três meses e diz que ficou surpreso. “Pescamos, nesta temporada, peixes de até quatro quilos com comprimento aproximado de 60 a 70 centímetros. Tudo peixe bonito. Nunca tinha visto tainha do tamanho que conseguimos pescar’, enfatizou, completando: “Para os pescadores, a safra da tainha representa mais do que simplesmente uma fonte de sustento, sendo uma oportunidade de garantir uma renda adicional. “A safra da tainha significa muito para nós pescadores. É uma renda muito boa, mas alguns pescados de outras modalidades não alcançaram o esperado da safra”.
Em SC, a soma passa de 2 milhões de quilos
Os pescadores de Santa Catarina capturaram um total de 1,1 mil toneladas nas modalidades de emalhe anilhado (737,7 toneladas e 123 embarcações autorizadas) e cerco/traineira (384 toneladas, com oito embarcações autorizadas), na safra de 2024, segundo o Painel de Monitoramento da Pesca de Tainha (MPA). Os números somam-se aos do arrasto de praia, com a captura de 1,7 mil toneladas. Essa última, que segue liberada até 31 de dezembro, teve uma safra abundante no Estado. Os dados da captura de arrasto de praia são contabilizados com base nas informações repassadas pelos ranchos de pesca para a plataforma Informações da Pesca.
ARRASTO
“Na modalidade de arrasto de praia tivemos uma safra histórica pelo volume capturado e com diferencial que foi o tamanho e o peso das tainhas. Teve tainha pesando mais de cinco quilos, inclusive quando tivemos a presença do governador Jorginho Mello ajudando a puxar uma rede de pesca na praia da Barra da Lagoa em Florianópolis. Na ocasião, foi um dos maiores lanços registrados no estado nesta safra. Já na modalidade de emalhe anilhado tivemos um encerramento precoce, pois a cota foi atingida rapidamente, prejudicando diversos pescadores que não tiveram nem sequer a chance de molhar suas redes. Este ano tivemos o retorno da modalidade cerco/traineira que na safra passada tinha sido proibida pelo Governo Federal”, destacou o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo.
As tainhas capturadas são distribuídas no mercado interno que abastece restaurantes, peixarias e supermercados. Além disso, a ova da tainha é um dos principais produtos de exportação da pesca catarinense. A safra deste pescado é importante para a economia local, bem como uma fonte de renda para muitas famílias e comunidades.











