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Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Juíza de SC que tentou impedir aborto legal de criança vítima de estupro recebe pena de censura

Além de tentar convencer menina a continuar com gestação, juíza a manteve em um abrigo, o que tardou procedimento

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou pena de censura à juíza Joana Ribeiro, que em 2022 tentou impedir o aborto legal de uma menina de 11 anos, vítima de estupro, em Santa Catarina. A decisão foi tomada de forma unânime na sessão de terça-feira (18).

O caso ganhou repercussão nacional quando a família da criança recorreu à Justiça para garantir o direito ao procedimento, previsto na legislação brasileira. Segundo o CNJ, além de tentar persuadir a vítima a manter a gestação, a magistrada determinou que a menina fosse mantida em um abrigo, atrasando o aborto.

De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, juízes que recebem pena de censura ficam impedidos de concorrer a promoções por merecimento durante um ano.

A polêmica veio à tona por meio de reportagens dos portais Catarinas e The Intercept, que divulgaram trechos da audiência em que a juíza sugeriu que a criança suportasse a gestação por mais algumas semanas para aumentar a sobrevida do feto. Em um dos momentos mais marcantes, Joana Ribeiro questionou: “Suportaria ficar mais um pouquinho?”.

Na sessão do CNJ, a defesa da magistrada argumentou que não houve abuso de poder e classificou a exposição midiática do caso como desproporcional. Já o relator Luiz Bandeira de Mello destacou que, apesar da experiência da juíza na área, seus valores pessoais interferiram na condução do processo, em detrimento dos direitos da vítima.