Prefeito critica atual gestão e afirma que eleição será equilibrada já no primeiro turno.
O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues, confirmou que deve renunciar ao cargo no final do mês de março para se dedicar integralmente à pré-campanha ao Executivo estadual. A declaração foi feita durante entrevista à reportagem da Rádio Rural, no programa Visão Geral, na manhã desta quinta-feira (8).
Segundo Rodrigues, a partir da saída oficial da prefeitura, ele pretende percorrer todas as regiões catarinenses, dialogando com lideranças e com a população para apresentar seu projeto político.
“A partir do mês de março, final de março, eu devo renunciar ao mandato e começar a rodar Santa Catarina, cidade por cidade, conversar com as lideranças e explicar para a população o que a gente pretende com o nosso Estado. Fazer aquilo que a gente fez em Chapecó: cuidar do Estado como a gente cuida do povo, com foco, responsabilidade, respeito e empatia”, afirmou.
Durante a entrevista, o prefeito também comentou o cenário nacional e o alinhamento político do PSD, citando a pré-candidatura de Ratinho Júnior à Presidência da República. Para ele, a construção de alianças à direita deve fortalecer o projeto estadual.
“A nossa não é uma candidatura de partido, é uma candidatura de Estado. Estamos chamando pessoas que não estão satisfeitas com a forma como Santa Catarina vem sendo governada e que querem mais foco, mais velocidade e prioridades que atendam as reais necessidades dos catarinenses”, disse.
Críticas ao atual governo
João Rodrigues fez duras críticas à gestão estadual atual, apontando excesso de publicidade e pouca entrega, especialmente na área de infraestrutura. Como exemplo, citou obras viárias importantes da região Oeste.
“É muita propaganda para pouca entrega. O programa Estrada Boa é bilionário, mas as obras não são entregues. A ligação entre Concórdia e Seara, por exemplo, poderia ter avançado há anos. Um governo tem que dar continuidade ao que está em andamento, porque o povo tem pressa”, destacou.
Na educação, Rodrigues criticou o modelo da universidade gratuita implantado pelo Estado e defendeu mudanças.
“O foco do Estado é o ensino médio. Eu vou transformar o ensino médio de Santa Catarina em 100% profissionalizante. A universidade gratuita deve beneficiar quem realmente precisa. O dinheiro tem que ir para o CPF do aluno carente, não para quem pode pagar”, afirmou.
Já na saúde, o pré-candidato questionou números divulgados pelo governo.
“Se fala em 1 milhão e 300 mil cirurgias, mas o Tribunal de Contas apontou cerca de 250 mil. O que importa é a cirurgia de média e alta complexidade, e essas continuam com filas intermináveis. Precisamos menos propaganda e mais solução”, reforçou.
Relação com o Governo Federal
Outro ponto criticado foi a relação do Estado com o Governo Federal.
“O atual governo se nega a conversar por questão política. O Estado precisa cobrar o que é direito dos catarinenses, como a duplicação da BR-282 e a conclusão da BR-470. Depois da eleição, é preciso descer do palanque e governar”, pontuou.
Eleição e cenário político
Questionado sobre a disputa eleitoral, João Rodrigues afirmou acreditar em uma eleição equilibrada já no primeiro turno, com possibilidade real de segundo turno.
“O catarinense vai comparar gestões. Eu desafio o atual governador a comparar o que foi feito em Chapecó com o que foi feito no Estado. Eu fiz mais em Chapecó do que ele fez em Santa Catarina. Quando o eleitor ouvir nosso projeto, vai fazer sua avaliação”, declarou.
Ele também criticou o uso da máquina pública para articulações políticas.
“Governador não tem que comprar prefeito. Tem que entregar resultado. Nós fizemos isso em Chapecó sem tirar ninguém de partido nenhum”, disse.
Região e alianças
Ao falar sobre a região, João Rodrigues comentou a pré-candidatura do ex-prefeito Rogério Pacheco a deputado estadual.
“Foi um grande prefeito, um homem de atitude. Concórdia precisa de representação na Assembleia Legislativa, e a candidatura dele é muito forte e viável”, avaliou.
Por fim, o prefeito confirmou que trabalha na construção de uma aliança majoritária, envolvendo a União Progressista e o Partido Novo, dentro de um projeto de união regional e estadual.











