Perversão da inocência: o último estágio da Revolução Sexual
É difícil compreender por que uma criança, se não fosse por seu condicionamento cultural, devia sentir-se incômoda por lhe tocarem os genitais, ou incômoda por ver os genitais doutras pessoas, ou mesmo por contatos sexuais mais específicos. Se estas relações sexuais forem levadas a cabo em circunstâncias adequadas, ou seja, se o adulto sente genuinamente afeto pela criança, tal como sentiria um pai ou outro parente, tais relações poderiam ser uma experiência saudável para a criança (…). Os resultados são desfavoráveis só quando as autoridades públicas ou os pais fizeram crer à criança que este comportamento é imoral ou incorreto.
As afirmações acima são de Alfred Kinsey (1894-1956), um biólogo americano, professor de entomologia e zoologia e sexólogo que em 1947 fundou o Instituto de Pesquisa do Sexo na Universidade de Indiana, agora conhecido como o Instituto Kinsey para Pesquisa do Sexo, Gênero e Reprodução. Ele é mais conhecido por escrever Comportamento Sexual no Homem Humano (1948) e Comportamento Sexual na Mulher Humana (1953), também conhecido como o Estudos de Kinsey, bem como a Escala de Kinsey.
Hoje caro(a) leitor(a), daremos continuidade na abordagem sobre temas relevantes do século XX, e nesta edição trataremos do professor mencionado. Apelidado de Pai da Revolução Sexual, Kinsey publicou obras que tiveram enormes repercussões ao abordar as relações sexuais humanas.
Dito isto, em uma matéria publicada na Revista Abril, com o título “Kinsey fala sobre sexo”, podemos ler que: “Falando em termos biológicos, não existe, na minha opinião, nenhuma relação sexual que eu considere anormal […] Levar a cabo qualquer tipo de atividade sexual é libertar-se do condicionamento cultural que a sociedade impõe, e que leva a fazer distinções entre o que é bem ou mal, entre o lícito e o ilícito, entre o normal e o anormal, entre o aceitável e o inaceitável na nossa sociedade”.
Neste sentido, conforme pontua o jornalista Cristian Derosa, Kinsey tinha grandes preocupações sociais e buscava um embasamento para amplas reformas na sociedade. Mais do que colocar todos os atos normais e anormais em pé de igualdade moral, Kinsey chegou a afirmar que todos os comportamentos sexuais considerados desviantes e anormais eram, na verdade, normais e que o comportamento heterossexual exclusivo é que era, em si, anormal, pois era fruto de pressões sociais e inibições culturais, condicionamentos etc. Ele considerava que a sexualidade animal devia ser o modelo seguido pelo homem. Ele esperava, segundo ele próprio, utilizar suas investigações para mudar os valores tradicionais da moral judaico-cristã, que considerava paranoica.
Entretanto, Kinsey foi desmascarado pela pesquisadora Judith Reusman no livro “Kinsey, Sex and Fraud”. A pesquisadora traz as evidências de que as amostragens de Kinsey, eram duvidosas, pois havia contratado, criminosos, pedófilos e prostitutas para realizar. Com este repertório para embasar sua teoria, foi vendida a ideia de seu trabalho como exitosa, pois trazia a impressão de que seus participantes tinham comportamentos sexuais convencionais/tradicionais. Entre as pessoas que ele pesquisou estava um pedófilo que havia molestado mais de 800 crianças e bebês.
Na esteira do que foi apresentado até aqui, passaremos agora a pontuar brevemente uma modalidade de ativismo, que tem em um de seus fundamentos, as teorias de Alfred Kinsey, o ativismo pedófilo. Para a psicóloga Marisa Lobo, apesar de pouco falado, o ativismo pedófilo é uma realidade no mundo inteiro e não é de hoje. Acontece que ele, em sua maioria, atua de forma velada, sutil, com o objetivo de não ser percebido como uma atrocidade contra crianças e adolescentes, mas sim como algo na esfera dos “direitos sexuais”, por exemplo.
Existem no mundo, diversas organizações do ativismo pedófilo. A justificativa de sua criação está em torno do ativismo pró-pedofilia com o objetivo de promover o debate sobre a pedofilia e a descriminalização das relações sexuais ‘consentidas’ entre adultos e crianças ou adolescentes. Entre os países que atualmente mantem este tipo de iniciativa estão, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Itália, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suíça.
Só para termos uma noção, a NAMBLA (North American Man/Boy Love Association – em tradução livre, Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos), descreve em sua página oficial que: O objetivo da NAMBLA é acabar com a opressão extrema de homens e meninos em relacionamentos mutuamente consensuais por meio de: construir compreensão e apoio para tais relacionamentos; educar o público em geral sobre a natureza benevolente do amor entre homem e menino; cooperar com movimentos de libertação lésbicos, gays, feministas e outros; e apoiar a libertação de pessoas de todas as idades do preconceito e da opressão sexual.
Infelizmente uma realidade, muito indigesta!!! E aqui nas terras tupiniquins, no dia 13/08/2024, a Agencia Brasil noticiou: País registra 164,2 mil estupros de crianças e adolescentes em 3 anos. Em 2023, houve uma média de uma ocorrência a cada 8 minutos. E sobre leis, a Câmara dos Deputados aprovou em 2022, a proposta que aumenta as penas de vários crimes sexuais contra crianças e adolescentes, classificando-os como hediondos. A proposta aguarda a apreciação pelo Senado Federal.
Resultado de Kinsey: remodelar a sociedade à sua própria imagem, uma imagem da cultura da morte. Ou seria o flautista de Hamelin?











