Ninguém de modo algum vos engane, porque isto não se dará sem que antes venha a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição. De qual lugar ou país, poderá surgir esta pessoa, ou quem sabe algum grupo, que manifestará o engano, digo engano, no sentido global, da população? Seria isto possível numa escala mundial?
Hoje caro(a) leitor(a) continuaremos nossa jornada, para identificar como se compõe o quadro da Rússia no contexto atual. Vamos nos deter na pessoa de Aleksandr Dugin, considerado um dos pensadores mais influentes no país. Alguns o chamam de o “Rasputin de Putin”, se referindo a Grigori Rasputin, o místico que cativou a corte imperial da Rússia um século atrás.
Sobre Dugin, em matéria publicada no site G1, de 17/04/2022, “(…)acredita-se que Dugin seja o cérebro por trás da anexação da Crimeia por Putin em 2014. Anos atrás, ele também argumentou que a intervenção militar no leste da Ucrânia — que ele chama de Novorossiya (Nova Rússia) — era necessária “para salvar a autoridade moral da Rússia”.
Na matéria ainda mencionam que enquanto o mundo assistia à invasão russa da Ucrânia, muitos começaram a revisitar as ideias de Dugin e sua influência nas ações de Putin. Vale observar que, o professor Olavo de Carvalho já havia realizado um debate com Dugin no ano de 2011, trazendo uma abertura para enxergarmos o horizonte desta realidade.
De forma cirúrgica, o professor já tinha identificado, com um panorama preciso da figura de Dugin. No Diário do Comércio, em 23/05/2011, em seu artigo, O futuro que a Rússia nos promete, disse que “(…) o prof. Dugin promete salvar o mundo pela destruição do Ocidente. Sinceramente, prefiro não saber o que vem depois. A mentalidade revolucionária, com suas promessas auto-adiáveis, tão prontas a se transformar nas suas contrárias com a cara mais inocente do mundo, é o maior flagelo que já se abateu sobre a humanidade”.
Perceba caro(a) leitor(a), o tema da mentalidade revolucionária é transversal a tudo que desenvolvemos até aqui, e sobre o caso da Rússia, não é diferente, assim como existe a manifestação deste tipo de mentalidade em outras áreas da sociedade, vestindo uma outra roupagem (discurso). Deste 1789 (referência a Revolução Francesa), é possível rastrear suas vítimas e as consequências, tendo executado milhões de pessoas ao longo de sua manifestação e trajetória.
Ainda nas palavras do professor Olavo, sobre este tipo de discurso, “a essência do seu discurso, como creio já ter demonstrado, é a inversão do sentido do tempo: inventar um futuro e reinterpretar à luz dele, como se fosse premissa certa e arquiprovada, o presente e o passado. Inverter o processo normal do conhecimento, passando a entender o conhecido pelo desconhecido, o certo pelo duvidoso, o categórico pelo hipotético”.
Em outras palavras, hipnose, falsificação, engano. Trazendo uma – “nada de tão nova, que apesar do esquecimento de muitos, chegou de mansinho” -, proposta de reconstruir a história do mundo, e no caso de Dugin, que é um revolucionário, fruto desta mentalidade, “está pra lá de pretencioso”, buscando consolidar o advento de algo novo.
Mudará os tempos e as leis, levantando sentenças obscuras e violentas, o homem do engano. Pelos seus frutos, milhões tem pago com suas vidas no mundo, pelo amor a Verdade, muito sangue tem sido derramado. De onde vem, de onde virá, o homem do engano?











