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Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Economia do Mar representa 8,5% da força de trabalho formal catarinense

Santa Catarina tem na Economia do Mar uma grande fonte de geração de empregos formais. Considerando todas as vagas existentes no estado, atualmente, as atividades relacionadas à Economia do Mar empregam aproximadamente 250 mil profissionais: cerca de 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense.

Considerando 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, os setores vinculados ao uso produtivo do mar foram responsáveis pela criação de quase 6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada no estado, o que equivale a 13% do saldo total de empregos formais catarinenses no período.

Os dados integram a edição especial do Informativo Mensal de Emprego, publicação da Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC), com base nos microdados do Novo Caged divulgados em 31 de março de 2026.

“O mar e as atividades pesqueiras fazem parte da história e da cultura de Santa Catarina. Criamos a Secretaria de Aquicultura e Pesca para dar a esse setor a atenção que merece. Do mar vem sustento de muitas famílias, mas também uma contribuição importante pra nossa economia. Lançamos no ano passado o Programa Pescados SC, exatamente para aumentar a produtividade, entregando equipamentos, tratores, guinchos e disponibilizando crédito facilitado”, destaca o governador Jorginho Mello.

Este levantamento realizado pela Seplan foi apresentado oficialmente no evento Blue Nautical HUB Brasil 2026, durante o III Simpósio Internacional Economia Azul, realizado nesta quarta, dia 29, na Capital. O Simpósio é um ponto de encontro estratégico entre indústria, comércio, serviços, turismo náutico, marinas, estaleiros, inovação, educação, investidores, entidades e poder público, em uma agenda pensada para gerar relações qualificadas, oportunidades comerciais e visão de futuro para o setor.

Desempenho supera a média nacional

O desempenho catarinense supera a média nacional, que atingiu 12% do saldo de empregos no Brasil. Apenas em fevereiro de 2026, o setor gerou 1.929 novos vínculos formais em Santa Catarina, o que representa 11% do total dessas atividades no país (+17.824 postos).

“A Economia do Mar revela a diversidade e a maturidade do nosso tecido produtivo. Santa Catarina não apenas lidera em setores tradicionais como a pesca e o beneficiamento de pescado, mas também avança com vigor em segmentos de maior valor agregado, como armazenamento logístico, engenharia e serviços. Os números confirmam que o mar é, para nós, muito mais do que uma fronteira geográfica, é uma vocação estratégica de desenvolvimento econômico e social”, explica o secretário estadual do Planejamento de Santa Catarina, Arão Josino.

Além disso, SC concentra 45% dos empregos formais brasileiros na pesca e 27% na preservação do pescado e na fabricação de produtos do pescado, liderando o ranking nacional em ambos os grupos.

O estado é também o segundo colocado na fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão (22% dos vínculos do país), na construção de embarcações, na fabricação de aparelhos e instrumentos de medida e na fabricação de artefatos para pesca e esporte.

Perfil da Economia do Mar em Santa Catarina

O grupo de Armazenamento, carga e descarga apresentou o maior saldo de emprego formal em Santa Catarina, registrando 1.744 novas ocupações com carteira assinada, ainda considerando os dados são do Novo Caged do período entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Os maiores saldos seguintes foram registrados nos grupos de Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (1.206) e de Fabricação de outros produtos alimentícios (967).

Cerca de 65% do saldo das novas contratações foi gerado por microempresas e empresas de pequeno porte em Santa Catarina e 35% pelas de médio e grande porte. Ainda de acordo com o Novo Caged, 51% dos novos empregados eram homens e 49% mulheres, no ciclo cadastrado.

Oferta de empregos na área cresceu 25% em uma década

Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024 mostraram que ao longo de uma década, o crescimento foi expressivo: os empregos no setor aumentaram 25% em comparação a 2014, com acréscimo de quase 50 mil trabalhadores formais, ritmo superior ao verificado no restante do país (15%).

O dinamismo também se reflete no número de estabelecimentos: de 15.871 em 2014, o estado passou para 23.515 unidades ligadas à Economia do Mar em 2024, alta de 48%. A massa salarial mensal movimentada por esses 30 grupos de atividades soma aproximadamente R$1,158 bilhão, um crescimento de 20% frente ao valor registrado em dezembro de 2014, de R$964 milhões.

Crescimento em diversas regiões do estado

Na distribuição regional, três regiões concentram 61% dos empregos formais da Economia do Mar: a Associação dos Municípios da Grande Florianópolis (GRANFPOLIS) obteve 28%, a Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), com 18% e a Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), com 15%.

No entanto, os maiores crescimentos entre 2014 a 2024, os maiores crescimentos foram registrados na Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (AMEOSC), com 77% e na Associação dos Municípios Região de Laguna (AMUREL), com índices superiores a 73%, indicando interiorização e capilaridade do setor. Os municípios com maior contingente de trabalhadores formais nessas atividades são Florianópolis, Joinville e Itajaí, que juntos somaram mais de 82 mil vínculos.

“Diversificar com inteligência é o caminho. Economias mais complexas são mais adaptáveis, inovadoras e inclusivas. E há uma relação direta: quanto mais forte e diversificada a economia local, maior tende a ser o Índice de Desenvolvimento Humano”, explica o secretário adjunto Lucas Amancio.

Sobre o Informativo Mensal de Emprego

O Informativo Mensal de Emprego é uma publicação da Diretoria de Políticas Públicas (DIPP) da Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina (Seplan/SC). A edição ora divulgada adota a metodologia de Mensuração da Economia do Mar no Brasil, desenvolvida em parceria pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A análise compreende 30 grupos de atividades que utilizam o espaço oceânico como insumo ou base operacional.

:: Acesse a nova edição do Informativo Mensal do Emprego e conheça os principais indicadores do mercado de trabalho na Economia do Mar em Santa Catarina neste link