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Fundado em 07 de junho de 1997

Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Gregório José Lourenço Simão

A imperceptível deflação de agosto que os políticos comemoram

Ah, a inflação! Essa danada que, quando está em alta, desestabiliza até quem conta as moedas para o pãozinho de cada dia. Mas, olha só: agora, ela está em queda! E não só aqui no Brasil, onde a gente conseguiu uma deflação histórica de 0,02% em agosto — o que, convenhamos, não vai transformar a sua feira no paraíso —, mas também lá fora, na sofisticada Europa. Em Portugal, a taxa caiu para 1,9%, e na zona do euro, o índice recuou para 2,2%. Um alívio, né? Mas calma, não precisa soltar fogos ainda.
Vamos por partes. Aqui no Brasil, nossa deflação foi puxada pela queda nos preços dos alimentos e da habitação. Até aí, tudo ótimo. Mas quem vai ao supermercado ainda percebe que o tal alívio não chegou ao carrinho. A inflação acumulada em 12 meses está em 4,24%, e a meta do governo é 4,5%. Ou seja, estamos comemorando porque estamos quase dentro da meta. É tipo passar de ano com nota mínima: passou, mas ninguém tá dando festa.
E na Europa? Ah, os europeus. Lá, a inflação também recuou, mas a coisa é desigual. Enquanto Portugal e a zona do euro veem números bonitos, países como a Bélgica estão com 4,5% e a Estônia, coitada, amarga 3,4%. Ou seja, lá também tem gente sentindo o bolso apertado. E o que puxa a queda por lá? Energia! Negócio despencou 3%, porque, claro, nem tudo é ruim. Mas os serviços — sempre eles — continuam subindo, com 4,2%. Ou seja, você economiza na gasolina, mas toma aquela facada no restaurante. Se correr, o bicho come; se ficar, o bicho engole.
A verdade é que a inflação em queda é tipo o primo que volta da Europa com uma garrafa de vinho barato e acha que trouxe o mundo de presente. Não resolve muito, mas é melhor do que nada. A realidade ainda é dura: quem está nas contas do dia a dia sabe que a redução não reflete de forma mágica no bolso. E a classe média — ou o que sobrou dela —, segue pagando caro por comida, gasolina e aluguel.
O que aprendemos com essa dança dos números? Que a inflação, quando cai, nos dá um respiro, mas não o suficiente para jogar a cabeça para fora da água. Seguimos afogados, mas agora com menos bolhas.