Casais e noivos estão mudando conceitos de motéis
Uma recente pesquisa realizada pela Hello, em parceria com o Guia de Motéis e a Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis), revela uma mudança significativa no perfil e nos hábitos dos frequentadores de motéis no Brasil. O levantamento, que analisou dados de 1.710 participantes entre 18 e 65 anos em dez capitais brasileiras, traz insights sobre o comportamento de um público cada vez mais diversificado e exigente, que utiliza os motéis não apenas como locais de encontros rápidos, mas como verdadeiros refúgios de lazer e intimidade.
A chamada nova motelaria mudou o segmento de patamar. O motel passou a ser uma excelente opção de entretenimento, oferecendo ótima gastronomia, suítes desenhadas por arquitetos renomados, além do grande investimento em tecnologia feito nos quartos para atrair e agradar todos os hóspedes, inclusive os mais exigentes.
15% dos frequentadores são relacionamentos de uma noite. Por outro lado, os grandes frequentadores sã casais de namorados, noivos e casados que procuram o local para comemorações em datas especiais. O Dia dos Namorados ainda é uma das datas mais procuradas.
As capitais que se destacam com um alto índice de procura por motéis são Porto Alegre, Distrito Federal, Fortaleza, Curitiba, Salvador, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Em cada uma dessas cidades, o setor moteleiro tem registrado um aumento na frequência, especialmente entre casais em relacionamentos fixos. De acordo com os dados, 72% dos frequentadores são casais de relacionamento estável, desmistificando a ideia de que os motéis são predominantemente usados para encontros extraconjugais. Na realidade, apenas 3% dos entrevistados revelaram utilizar esses estabelecimentos para esse fim. Dados da pesquisa mostram também que a maior faixa-etária dos frequentadores é de 30 anos a 39 anos, que corresponde a 68% dos entrevistados em todo o Brasil.
Outro ponto interessante revelado pela pesquisa é que os motéis têm se tornado uma opção atrativa para comemorações especiais e momentos de lazer, oferecendo uma alternativa mais econômica em comparação com outras atividades como jantar em restaurantes ou assistir a um filme no cinema. Essa tendência é impulsionada pela modernização do setor, que tem investido em infraestrutura de alta qualidade, suítes temáticas, serviços de gastronomia refinada e até mesmo áreas de relaxamento como spas, piscinas aquecidas e saunas.
Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking de frequentação, mas outras capitais, como Manaus e Belo Horizonte, também apresentam números significativos. Em São Paulo, por exemplo, existem 1.200 motéis, sendo 300 apenas na Grande São Paulo, que atendem uma demanda robusta e em crescimento. O Rio de Janeiro, com 54% de sua população frequentando motéis, destaca-se pela sofisticação e inovação das suas acomodações, com opções que vão desde suítes de luxo até experiências temáticas e exclusivas.
O estudo também revela que a idade média dos frequentadores de motéis é de 35 anos, com uma predominância masculina entre os Heavy Users (aqueles que frequentam motéis pelo menos uma vez ao mês), enquanto entre os usuários ocasionais, a divisão de gênero é mais equilibrada. Além disso, o fator preço, embora importante, não é o principal critério na escolha de um motel. Aspectos como estrutura, limpeza, higiene e qualidade do serviço são decisivos para a maioria dos clientes.
Essas informações destacam a evolução do setor moteleiro no Brasil, que movimenta mais de R$ 4 bilhões anualmente, e que, ao longo dos anos, tem se distanciado dos estigmas do passado, transformando-se em um segmento dinâmico e respeitado no mercado de hospitalidade. A pesquisa não apenas mapeia as preferências dos frequentadores, mas também aponta um futuro promissor para os motéis, que continuam a se reinventar para atender a um público cada vez mais exigente e diversificado.











