Entre os que contestam o resultado estão os pais do patinador artístico Leandro Luzzi. A família afirma que há indícios de falhas operacionais e questiona a ausência de responsabilização. O advogado que representa os parentes, Rafael Medeiros Arena, destacou que o sentimento é de “revolta e impunidade”, e que será formalizada a Associação das Famílias das Vítimas do Acidente de Balão em Praia Grande para buscar justiça.
De acordo com os familiares, o piloto do balão não possuía habilitação nem treinamento para emergências, e teria sido o primeiro a saltar sem acionar a válvula de escape que poderia ter evitado que o balão voltasse a subir. A família também pretende acionar o Ministério Público e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para que sejam reavaliadas as responsabilidades.
O acidente aconteceu em 21 de junho e envolveu 21 pessoas. O balão, operado pela empresa Sobrevoar, pegou fogo pouco depois de decolar. Treze ocupantes conseguiram escapar, mas oito morreram — quatro delas carbonizadas no cesto e outras quatro em consequência da queda de cerca de 45 metros.
Durante a apuração, a Polícia Civil ouviu mais de 20 pessoas, entre sobreviventes, o piloto, testemunhas e representantes da empresa fabricante do balão e do extintor que falhou durante o voo. Laudos periciais e vídeos do acidente também foram analisados.
Em nota, a defesa do piloto informou que não pode comentar o caso por estar sob segredo de justiça. O Ministério Público confirmou que recebeu o inquérito e que o processo será agora avaliado pela Promotoria de Justiça.
Após a tragédia, todos os passeios de balão em Praia Grande foram suspensos por cerca de dez dias e só foram retomados em 2 de julho, após novas medidas de segurança serem adotadas.











