Com a chegada do verão e das temperaturas altas, a presença das águas-vivas nas praias são bem comuns. No litoral Sul catarinense, de 1º de novembro de 2025 até o dia 27 de janeiro de 2026, o 4º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM) atendeu 2003 casos de banhistas que foram queimados pelo animal. O número de primeira pode parecer alarmante, mas comparado, por exemplo, ao mesmo período do ano anterior, apresenta uma diminuição. De novembro até janeiro de 2025, os bombeiros atenderam 2142 banhistas.
Os números são referentes a extensão Sul da praia, iniciando no Balneário Rincão e indo até Passo de Torres. O Major Marcolim, do 4° BBM, frisou que nenhuma praia tem maior incidências dessas animais, o que ocorre são mais registros em locais com maior movimento. “Se pegar, por exemplo, o Rincão e a Gaivota, que são praias bem maiores, eles vão ter um número muito maior de registros. Diferente do Morro dos Conventos, que é uma praia mais reduzida e com menos fluxo de pessoas”, frisou.
Marcolim destacou que a parte mais perigosa do animal são os tentáculos, local onde ficam guardadas as toxinas que causam queimaduras, ardência, vermelhidão e em alguns casos mais extremos, bolhas. “No litoral Sul catarinense é bastante comum o aparecimento de águas-vivas. Principalmente quando o mar está mais calmo, com temperaturas mais altas e ocorrem as mudanças de vento e de corrente. O principal problema das águas-vivas são os tentáculos. Tanto que se a gente tocar naquela parte gelatinosa e transparente não acontece nada”, explicou.
Os sintomas mais fortes, normalmente acontecem em idosos, crianças e pessoas que possuem alergia. “Na maioria das vezes, não são casos graves. Eles causam, de fato, dor e desconforto. Em alguns casos, pode ser que ele precise de um cuidado médico. Mas na maioria das vezes o tratamento, principalmente, com água salgada e vinagre já resolve”, alertou.
O que fazer quando sou queimado?
Segundo o Major, a principal a orientação para os banhistas quando são queimados por uma água-viva é não lavar com água doce. “Isso pode ativar ainda mais as toxinas que tem ali. A orientação correta é lavar com a própria água salgada do mar. Mas por que a água do mar? Porque alguns desses tentáculos podem ficar presos na pele e quando a gente lava eles vão saindo. Sem esfregar é claro. Porque se a gente esfregar esses tentáculos, eles se quebram e ficam vários pedacinhos na pele. Em seguida, pode passar o vinagre, para ter a reação química de parar a dor”, informou.
É importante também evitar receitas caseiras, que podem piorar a dor ou as queimaduras. “Aquelas receitas caseiras de pasta de dente, álcool não funciona. Se o banhista perceber que tá muito ruim, pode procurar um posto de guarda-vida que vai ser feito o tratamento necessário”, concluiu o Major.











