Não há atalhos…
Não há atalho para aprovação no concurso, o caminho é o estudo e a estratégia, não há atalho para uma boa campanha, o recurso é olho no olho e a presença nas casas, não há atalho para um trabalho de excelência, a via é competência e dedicação, não há atalho para o reconhecimento do povo, o que resolve é o compromisso com o ambiente público.
O caminho mais difícil é o que ninguém quer percorrer, espinhos que ferem até sangrar, chão de terra que ferve por conta do sol quente, bolhas nos pés por ser o caminho mais longo, ao final do percurso já não se vê roupas limpas, sapatos bonitos, pele lisa, e muito menos cabelos brilhosos.
Mas entre um caminho difícil e um atalho, qual escolheríamos? O difícil nos faz enfrentarmos obstáculos, mas chegaremos ao final pelo caminho mais honesto, o atalho por ser o caminho mais curto, demonstra escolhas erradas e uma rota de falsidades para chegar mais rápido. As consequências virão de qualquer forma, por que o atalho seria o ideal? A resposta de escolher o atalho é a pressa, e o problema da pressa, é que ela costuma nos atrasar.
Em terra de egos altos, o atalho é escolhido como estratégia de esperteza, alguns escolhem grupos específicos para se incluírem, para que logo o grupo ressarça o favor de alguma forma, outros, escolhem pagar terceiros para criar histórias e vídeos fictícios com intuito de prejudicar um adversário. Atalhos criados com propósitos, ao invés de trabalhos eficazes e benéficos a população.
Esta escolha depende do próprio político, todo topo é rodeado por abismos, mas é necessário não se embriagar de atalhos políticos, para que cambaleando, você não caia. O “jeitinho” mais fácil, nem sempre é o mais correto, e a consequência sempre virá. Na política, não há e não deve ter atalhos, enquanto procurarem atalhos, não encontrarão caminhos.











