Miguel Herdy
Quem tem recorrido ao atendimento na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição HNSC tem ficado assustados com o cenário.Macas espalhadas pelos corredores, pessoas aguardando atendimento e nem mesmo idosos ou portadores de necessidades especiais são poupados do problema mesmo que esses apesar da legislação conceder atendimento prioritário. O problema está instalado e o HNSC tem emitido constantemente comunicados a respeito da situação de superlotação em sua ala de Emergência. Ao longo dos últimos meses, os registros apontam um alarmante aumento nos atendimentos, ultrapassando a capacidade prevista para o setor. Esse excesso de demanda tem sobrecarregado a equipe médica e de enfermagem, bem como a quantidade de leitos disponíveis. A situação é tão crítica que a unidade está operando à beira de sua capacidade técnica, o que pode impactar negativamente a qualidade dos cuidados prestados e prejudicar o atendimento de casos emergenciais no futuro.
A classificação de risco
A fim de lidar com essa conjuntura desafiadora, a equipe da Emergência do HNSC segue um protocolo rigoroso de acolhimento com classificação de risco. Esse sistema visa identificar e priorizar pacientes de acordo com a gravidade de suas condições clínicas, potencial de risco ou severidade dos problemas de saúde. Diante desse cenário, as autoridades médicas solicitam encarecidamente à população que busque os serviços de emergência somente em situações de extrema urgência. Casos menos graves podem ser adequadamente atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Policlínicas dos municípios, garantindo que a Emergência do hospital permaneça disponível para situações que realmente exijam intervenção imediata.
A medida paliativa é aumentar o atendimento nas UBS municipais.
É muito importante que os pacientes e os governos municipais compreendam que, devido à superlotação na emergência o problema trás consequências devastadoras a qualidade do atendimento. Por parte dos governos municipais a saída é investirem no atendimento através das UBS (Unidade Básica de Saúde) e em policlínicas oportunizando assim atendimento emergencial em seu município e destinando ao HNSC realmente os casos em que necessitem de atendimento complexo. Por parte dos municípios a solução paliativa mas muito importante é aumentar e priorizar os atendimentos em suas Umidades Básicas de Saúde (UBS) e felizmente é o que está acontecendo porém o HNSC recebe pacientes não só dá AMUREL e sim de todo o sul do estado e até mesmo de outras regiões causando assim um caos ainda maior. O município de Capivari de Baixo tem sido referência nesta questão de contribuir positivamente no atendimento em suas UBS e na própria Policlínica do município o que reduz o ingresso de capivarienses ao HNSC principalmente em situações de pequenos atendimentos sendo assim um exemplo a ser seguido por outros municípios da região.
O exemplo nos números da saúde de Capivari

O Centro de Especialidades Médicas de Capivari de Baixo funciona no formato de uma clínica. O local oferece atendimento em diversas áreas da saúde, como cardiologia, ginecologia, psiquiatria adulto e infantil, ortopedia, medicina do trabalho, pediatria, fonoaudiologia clínica, nutrição, psicologia e cirurgia geral para pequenos procedimentos. As especialidades de oftalmologia e fisioterapia clínica são realizadas em clínicas credenciadas pela secretaria de saúde. O serviço é disponibilizado desde março de 2022 e, de lá para cá, novas especialidades têm sido incorporadas. O município ainda conta com a especialidade de fonoaudiologia e fisioterapia domiciliar, através do Serviço de Atenção Domiciliar e dos profissionais da Equipe Multidisciplinar – e Multi (antigo Nasf), e ainda com a especialidade de infectologia no Ambulatório da Vigilância em Saúde. Prestes a completar 2 anos, o Centro de Especialidades já alcançou a importante marca de 56.596 atendimentos. Destes, 28.899 são sessões de fisioterapia, 3.180 consultas com fonoaudiólogo, 1.636 atendimentos com médico cardiologista, 876 com cirurgião geral, 1.095 com profissional ginecologista, 1.407 com médico infectologista, 1.117 com oftalmologista, 2.941 com ortopedista, 947 com pediatra, 2.369 com psiquiatra, 7.553 com psicólogo e 4.577 com nutricionista. O Centro de Especialidades é um espaço moderno, amplo e informatizado. O serviço dispõe de toda infraestrutura necessária, além de consultórios médicos para atendimento especializado. De acordo com o secretário Plinio Vieira, o intuito é atender o paciente encaminhado pelo médico da Atenção Básica para dar prosseguimento ao atendimento, garantindo atender as necessidades do paciente. Para passar por uma consulta no Centro de Especialidades, o paciente deverá ser encaminhado pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Já no sistema, a médica reguladora analisa a documentação enviada e agenda os atendimentos de acordo com a ordem cronológica e classificação de risco. Após o agendamento, a ESF avisa o paciente. São ofertadas aproximadamente 150 consultas mensais de ortopedia, 150 consultas mensais com médico do trabalho, 120 consultas mensais de ginecologia, 60 consultas mensais de cardiologia, 100 consultas mensais de pediatria, 200 consultas mensais de psiquiatra, 60 consultas mensais de oftalmologia, 90 consultas mensais de infectologia, 60 consultas mensais de nutrição, 120 sessões mensais de fonoaudiologia clínica, 250 sessões mensais de fonoaudiologia domiciliar, 900 sessões mensais de fisioterapia clínica, 170 sessões mensais de fisioterapia domiciliar e 170 sessões mensais de psicologia.











