A unidade do conhecimento, na unidade da consciência
Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade.
A descrição do contexto acima veio das mãos de São Paulo, apóstolo, a um de seus discípulos. A epístola foi escrita pelas seguintes razões: pedir a presença de Timóteo em Roma; para admoestá-lo contra os falsos mestres; para animá-lo em seus deveres; para fortalecê-lo contra as perseguições vindouras.
Hoje caro(a) leitor(a), pelo ano que passou e pelo que se inicia, em sua marcação cronológica, olhando dentro de nós e ao nosso redor, muitos sinais podem ser identificados no quadro geral no encaminhamento da humanidade. Interessante que quando se fala em Jesus Cristo, antes mesmo de seu nascimento, e mesmo após a sua vida nesta terra e o que as testemunhas fieis de sua experiência e história presenciaram/vivenciaram, podemos aferir algumas coisas.
Dentre elas, que o Natal é um marco na história da humanidade, porque trouxe luz ao drama humano, em sua riqueza para lhe darmos com as circunstâncias, vitórias, conquistas e adversidades. Por isso, o tema – a unidade do conhecimento, na unidade da consciência. Assim, a nossa reflexão se pautará em trazer alguns indicativos da batalha cósmica, e os seus desdobramentos.
Pois bem, alguém poderá dizer: ah, mas aquilo que está escrito no início, as situações das pessoas e o enredo das relações, aparecem em toda a trajetória humana. Só que não! Jesus Cristo é o centro e o fundamento da estrutura da realidade, o Logos, o Verbo, que se fez carne e habitou entre nós. Existe um itinerário para este propósito, e mesmo diante dos inúmeros ataques ao longo da história, suas palavras e a sua vida permanecem como um Farol à humanidade.
Ainda se tem muitas dificuldades na compreensão do Natal (parte essencial para a nossa reflexão). Para o professor Olavo de Carvalho, em sua página oficial, no dia 25 de dezembro de 2003, escreve: “Só existe um motivo para celebrar o Natal, mas esse motivo é tão amplamente ignorado que as festas natalinas devem ser consideradas uma superstição em sentido estrito, a repetição ritualizada de uma conduta habitual que já não tem significado nenhum e na qual, portanto, cada um está livre para projetar as fantasias bobas que bem entenda.
Jesus Cristo, encarnação do Verbo Divino, ou inteligência de Deus, veio ao mundo para oferecer-se como vítima sacrificial única e definitiva, encerrando um ciclo histórico que durava desde as origens da humanidade e que era regido essencialmente pela Lei do Sacrifício”.
Na primeira vinda, a necessidade vital para reconhecermos a nossa condição antes de sua vida – a queda e a redenção do gênero humano. Se há uma primeira vinda, um marco, a vítima que já nasceu com o propósito de ser sacrificada e finalizar séculos de sacrifícios, seja humano ou de animais, há também uma segunda (em poder e glória para finalizar as agruras e vicissitudes da vida para todo o sempre).
Sem escapismos ou teorias quiméricas, a Tradição nos ensina, assim como o próprio Jesus Cristo, que no tempo, na história humana, se manifestarão evidências materiais. Neste sentido, os textos e temas trazidos à este espaço durante este ano, tiveram o objetivo de identificar a multiforme manifestação nos aspectos culturais, políticos, sociais e econômicos de uma estrutura que condiz com a apresentação em uma das tentações no deserto: “(…) transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Eu te darei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares”.
Que sejamos sóbrios e vigilantes, pois como vimos no decorrer deste ano, conspiram hoje contra a alma, mais do que nunca, forças que avançaram e tomaram inúmeros espaços na sociedade. Contudo, nas próprias palavras do Cristo: estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.











