Veja lista com 5 motivos para não descartar o material no vaso sanitário
Jogar ou não o papel higiênico no vaso sanitário é considerado um tabu para o brasileiro.
Diferente de outros países, a qualidade do papel que é fabricado no Brasil, além da infraestrutura da rede de esgoto são os principais impeditivos para o ato, o que faz o uso da lixeira ser a única opção.
Mas quais são os principais problemas de descartar o papel na privada? Veja abaixo:
Entupimentos
A primeira e mais comum justificativa é o que o descarte no vaso pode ocasionar obstruções imediatas tanto na bacia sanitária quanto na tubulação da residência, segundo informado por especialistas.
Muitos imóveis possuem encanamentos antigos ou com curvas malfeitas, o que se tornam pontos críticos onde o papel pode se acumular.
Baixa capacidade de desintegração
Grande parte dos papéis higiênicos brasileiros não se desintegram com facilidade quando expostos a água. A norma técnica vigente (ABNT NBR 15494:2007) não exige que o papel seja hidrossolúvel, o que torna a dissolução um atributo opcional para os fabricantes.
Tubulações mais estreitas
A infraestrutura brasileira usa canos com largura mínima de 100 mm, enquanto outros países onde o descarte no vaso é comum, como nos EUA, o diâmetro mínimo é de 130 a 150 mm.
Ainda há o fator de que grande parte das redes de esgoto do país não está preparada para receber resíduos sólidos.
Papéis premium possuem resina
Produtos com folha dupla ou tripla costumam conter resinas que retardam ainda mais a desintegração. Essa adição busca garantir mais resistência, o que aumenta as chances de problemas nos canos.
Testes apontam que no Brasil, mesmo os papéis de folha simples têm baixa capacidade de desintegração.
Impacto no tratamento
Mesmo que o papel higiênico passe pelos canos da casa, ele pode causar obstruções nas grades das estações de tratamento de esgoto, o que prejudica o sistema de saneamento da cidade.
Quais outros itens não podem ser descartados na privada?
Materiais como lenços umedecidos, fios dentais, cabelos e restos de comida podem agravam ainda mais o risco de danos à rede.











