Apenas o mandante do crime segue foragido
A Polícia Civil prendeu em Tubarão na tarde desta terça-feira, dia 25, um dos quatro homens indiciados pela morte da empresária Cristiane Bittencourt de Sousa, de 44 anos. Ele estava foragido desde a data do crime, no dia 22 de abril de 2025. O investigado foi capturado em uma casa no bairro Bom Pastor.
Cristiane e o marido, que resistiu aos ferimentos, foram baleados na avenida Procópio Lima, no bairro Humaitá. O investigado preso hoje é um mecânico que teria emprestado a arma utilizada no homicídio. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva aberto. A ação contou com o apoio da Polícia Militar (PM).
Além dele, já estavam presos o atirador e o motorista do carro onde o atirador estava. O cunhado de Cristiane, apontado como mandante do crime, segue foragido. Conforme a Polícia Civil, o mecânico manteve contato com homem que efetuou os tiros antes e depois do crime. Ele ainda recebeu um valor em dinheiro pelo empréstimo da arma.
Morte motivada por herança
A investigação elucidou que o assassinato da empresária e a tentativa de homicídio contra o marido dela foi motivada por herança. No centro do crime está um testamento. A Polícia Civil apurou que o sogro de Cristiane deixou o documento indicando que sua herança deveria ficar com a esposa.
O casal possui quatro filhos. Três deles (um homem e duas mulheres) ficaram insatisfeitos e lutam para invalidar a decisão do pai. O quarto filho, que é o marido da empresária, apoia a mãe e briga para que seus irmãos não consigam retirar os direitos da idosa de 83 anos.
Um dos filhos havia conseguido a posse de um imóvel deixado pelo pai. Na Justiça, a idosa conseguiu reaver a propriedade. A arma usada no crime foi encontrada na casa do mecânico durante mandado de busca e apreensão no imóvel. As irmãs do marido de Cristiane não possuem relação com o crime, apontou a Polícia Civil.











