Negociação coletiva garante ganho real aos salários, mas sindicatos divergem na avaliação do resultado
Após dois meses de negociações, os sindicatos que representam os trabalhadores e as indústrias químicas de Criciúma e região chegaram a um acordo sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2025. O entendimento garante reajuste salarial de 6,13% para a categoria, com aumento de 6,5% no piso, que passa a ser de R$ 2.172,60. O índice supera a inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre agosto de 2024 e julho de 2025, que ficou em 5,13%, resultando em um ganho real de 1,37% para os salários-base.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região a negociação foi marcada por resistência das empresas, especialmente das de maior porte. “Sabemos que é pouco e acreditávamos em uma negociação muito mais vantajosa para os trabalhadores, mas os patrões não cederam; iniciaram a negociação oferecendo apenas 75% da inflação, ou seja, não queriam nem recompor o poder de compra dos trabalhadores”, afirmou o presidente do sindicato, Carlos de Cordes, o Dé.
O dirigente também destacou que a postura mais rígida partiu das grandes indústrias do setor. “Apuramos durante as negociações nestes dois meses que a resistência em dar melhores salários partiu das grandes empresas, não das médias, pequenas ou microempresas, e nenhuma dessas grandes sofre restrições pelo tarifaço dos Estados Unidos”, completou.
Já o Sindicato da Indústria Química do Sul Catarinense (Sinquisul) avaliou o resultado de forma positiva e equilibrada. Na rede social, a entidade afirmou que o acordo representa “um reajuste justo e equilibrado para a categoria”, considerando o cenário econômico do país. “Apesar do momento desafiador que o setor e o país atravessam em 2025, o SINQUISUL conseguiu atender o pedido do Sindicato Laboral e dar um reajuste justo e equilibrado”, declarou.
Além dos salários, o reajuste de 6,13% também será aplicado ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) das empresas que não possuem planos próprios. As diferenças salariais referentes aos meses de agosto e setembro serão pagas na próxima folha, até o quinto dia útil de novembro.
O acordo beneficia mais de 3,5 mil profissionais do setor químico de Criciúma e região, cuja data-base é 1º de agosto.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região a negociação foi marcada por resistência das empresas, especialmente das de maior porte. “Sabemos que é pouco e acreditávamos em uma negociação muito mais vantajosa para os trabalhadores, mas os patrões não cederam; iniciaram a negociação oferecendo apenas 75% da inflação, ou seja, não queriam nem recompor o poder de compra dos trabalhadores”, afirmou o presidente do sindicato, Carlos de Cordes, o Dé.
O dirigente também destacou que a postura mais rígida partiu das grandes indústrias do setor. “Apuramos durante as negociações nestes dois meses que a resistência em dar melhores salários partiu das grandes empresas, não das médias, pequenas ou microempresas, e nenhuma dessas grandes sofre restrições pelo tarifaço dos Estados Unidos”, completou.
Já o Sindicato da Indústria Química do Sul Catarinense (Sinquisul) avaliou o resultado de forma positiva e equilibrada. Na rede social, a entidade afirmou que o acordo representa “um reajuste justo e equilibrado para a categoria”, considerando o cenário econômico do país. “Apesar do momento desafiador que o setor e o país atravessam em 2025, o SINQUISUL conseguiu atender o pedido do Sindicato Laboral e dar um reajuste justo e equilibrado”, declarou.
Além dos salários, o reajuste de 6,13% também será aplicado ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) das empresas que não possuem planos próprios. As diferenças salariais referentes aos meses de agosto e setembro serão pagas na próxima folha, até o quinto dia útil de novembro.
O acordo beneficia mais de 3,5 mil profissionais do setor químico de Criciúma e região, cuja data-base é 1º de agosto.











