Mensagens foram enviadas em grupo de WhatsApp criado por colegas de criança
Segundo o pai da criança, os ataques começaram após a menina trocar de turno e assento na sala de aula.
A aluna estudava no período matutino e foi transferida para o vespertino, para acompanhar o irmão caçula, de quatro anos. Depois que a professora a mudou de lugar na sala, os ataques tiveram início.
“Ela começou a fazer amizade com o colega vizinho de carteira. Eles conversavam como amigos, mas uma outra menina, que se dizia namorada dele, criou o grupo e começaram os xingamentos e ameaças”, relatou.
O grupo foi criado no dia 3 de junho, e a aluna foi incluída nas conversas ofensivas.
“Ela viu as mensagens antes de ir para a escola e entrou em desespero”, contou o pai, que preferiu não se identificar.
A criança foi removida do grupo no dia seguinte, mas a família manteve as provas e acionou o Conselho Tutelar, a Polícia Civil e a escola.
“A maioria dos pais não sabia da existência do tal grupo no celular dos filhos. Os pais da estudante, vítima dos ataques, mostraram as imagens e mensagens enviadas e conversamos sobre a importância de monitorar o celular dos filhos. Além disso, a aluna também foi encaminhada para atendimento psicológico”, afirma a diretora da unidade escolar, Carla Regina Thomé Xavier
Em nota oficial, a prefeitura de Capivari de Baixo diz que, a respeito do caso de bullying e cyberbullying envolvendo uma estudante da rede municipal de ensino, repudia, veementemente, qualquer forma de preconceito, discriminação ou racismo.
“Reafirmamos nosso compromisso com a promoção do respeito e da convivência saudável entre nossas crianças e adolescentes. A Secretaria Municipal de Educação, junto à equipe escolar, já desenvolve ações contínuas de conscientização e combate ao bullying, buscando sempre o diálogo, a orientação e a formação de uma cultura de paz”, diz a nota.
O caso, ressalta a nota, está sendo acompanhado pela Secretaria de Educação, pelo Conselho Tutelar e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), garantindo o suporte necessário à vítima e sua família.
“Seguiremos firmes no propósito de construir um ambiente escolar seguro, acolhedor e inclusivo para todos”, finaliza a nota.











