Os turistas que passaram o verão de 2026 no litoral de Santa Catarina gastaram menos do que no ano anterior. O valor médio desembolsado por grupo caiu 16,4% em relação a 2025, passando de R$ 9.833 para R$ 8.224. Além disso, 43,8% dos empresários avaliaram o movimento como abaixo do esperado na temporada.
Além disso, 43,8% dos empresários consideraram o movimento abaixo do esperado. As informações fazem parte da Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2026, elaborada pela Fecomércio SC e divulgada na manhã desta quinta-feira (26), durante a primeira reunião do ano da Câmara Empresarial de Turismo da entidade.
Mesmo com a queda em 2026, o gasto médio foi o segundo mais alto da série histórica iniciada em 2013. A retração ocorre após um pico registrado no ano anterior, considerado atípico pelo setor turístico. De acordo com o presidente da Fecomércio SC, os resultados indicam um ajuste natural após a forte alta de preços observada recentemente.
“Havia a expectativa de que esta temporada fosse tão positiva quanto a anterior, mas isso não se confirmou. O mês de janeiro, em especial, ficou bem abaixo do registrado no ano passado. Ainda assim, é importante destacar que houve recuperação em fevereiro e março, principalmente com a chegada de turistas estrangeiros”, afirma Dagnoni.
A presença dos chamados “hermanos” também mostrou recuperação nos últimos meses do verão. Conforme o levantamento da Fecomércio, os estrangeiros corresponderam a 36,5% dos visitantes neste ano, sendo os argentinos maioria entre eles, com 29% do total de turistas. Na temporada anterior, esses índices foram de 35,2% e 28,8%, respectivamente.
O item que registrou a queda mais expressiva foi o gasto médio dos argentinos. Embora ainda acima da média geral, o valor de R$ 10.983 ficou 17,5% inferior ao de 2025 (R$ 13.308).
“Novamente, esse resultado se explica por um ‘retorno à média’ no padrão de gastos dos argentinos. No ano passado, por questões cambiais, o Brasil era visto como um destino muito acessível para os ‘hermanos’. Nesta temporada, os gastos ficaram mais próximos da normalidade histórica”, explica Dagnoni.











