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Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Safra da tainha inicia na sexta-feira com expectativa positiva nos primeiros dias de pesca

Pescadores de Santa Catarina se preparam para o período considerado o auge da atividade no estado. Na próxima sexta-feira, dia 1º, estará aberta oficialmente mais uma safra da tainha. Na Colônia Z-33, famílias que vivem da pesca em Balneário Rincão e Jaguaruna estão na expectativa de um ano positivo de captura do peixe.
No litoral catarinense, a modalidade mais tradicional e artesanal é o arrasto de praia, que será a primeira liberada para soltar as redes ao mar. “Estamos só esperando a liberação para pescar. Caso as condições do mar permaneçam, tem tudo para já ter boa quantidade de tainha no primeiro fim de semana da safra”, analisou o vice-presidente da Colônia-Z33, Valmor de Moraes.
No caso do arrasto de praia, a captura seguirá liberada até o dia 31 de dezembro ou enquanto a cota não for alcançada. Mas é entre os meses de maio e julho o período mais propício para a pesca. É neste intervalo que as tainhas saem das lagoas do Rio Grande do Sul e do litoral do Uruguai e da Argentina e migram para o Norte, em busca de águas mais quentes para a desova.
“Nos últimos anos as condições climáticas não ajudaram muito. Aqui na nossa colônia, temos umas cinco canoas e em cada uma delas vai mais de dez famílias. Só que teve safra que o mar ficou muito alto e as embarcações não conseguiram entrar e somente as redes corriqueiras (soltas na faixa de areia) pegaram tainha. Quando fica bom para todo mundo, daí chega a quase 100 toneladas pescadas”, lembrou Moraes.

Período permitido de captura:

Arrasto de praia: 1º de maio a 31 de dezembro
Emalhe anilhado: 15 de maio a 31 de julho
Emalhe costeiro de superfície acima de 10AB: 15 de maio a 31 de julho
Emalhe costeiro de superfície até 10AB: 15 de maio a 15 de outubro
Cerco/traineira: 1º de junho a 31 de julho

Cotas atualizadas

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) atualizaram as cotas de captura de tainha para a temporada de 2026. Os volumes permitidos serão 20% maiores. Ao todo, poderão ser pescadas 8.168 toneladas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
O limite, segundo os ministérios, foi discutido em reuniões do Grupo de Trabalho da Tainha (GT Tainha) que possui representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Como ficaram as cotas:
Cerco/traineira: passou de 600 para 720 toneladas.
Emalhe anilhado: passou de 970 para 1.094 toneladas.
Emalhe costeiro de superfície: passou de 1.725 para 2.070 toneladas.
Arrasto de praia: passou de 1.100 toneladas para 1.332 toneladas.
Estuário da Lagoa dos Patos: passou de 2.300 para 2.760 toneladas.