Dados são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BS) já registrou mais de 100 encalhes de animais marinhos no Sul de Santa Catarina, desde o início das ações no fim de novembro de 2025. Os dados são do Museu de Zoologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), com base em ocorrências registradas no trecho que vai da barra do rio Araranguá a barra do Camacho.
Segundo a coordenadora do Museu de Zoologia, Morgana Gaidzinski, entre os animais mais frequentemente encontrados durante o monitoramento estão às aves marinhas e também tartarugas. Entretanto, encalhes de baleias e golfinhos também são comuns e, geralmente, estão associados à combinação de causas naturais e também ações humanas. Entre as principais razões estão problemas de saúde, como doenças ou ferimentos.
“Outro fator são condições ambientais, como correntes marinhas, mudança de temperatura e tempestades, que podem contribuir para que animais sejam levados até áreas rasas. Impactos causados pela ação humana como a poluição marinha, especialmente por plásticos e resíduos químicos, podem causar a intoxicação e enfrequecimento das espécies”, explicou, em entrevista.
Morgana também frisou que, a captura acidental em redes de pesca e o impacto das embarcações, também são fatores relevantes. No geral, problemas de saúde, desorientação, mudanças nas condições ambientais e a busca por alimento estão entre os principais motivos dos encalhes. O comportamento social também pode levar a encalhes coletivos, quando indivíduos acompanham outros debilitados da mesma espécie.
“O Projeto de Monitoramento de Praias é fundamental, pois permite o registro, atendimento e o acompanhamento dos animais marinhos encontrados, sejam vivos ou mortos. As equipes são treinadas para realizar o manejo adequado, garantindo o bem-estar dos animais vivos e a coleta de informações importantes em caso de óbitos. A iniciativa também ajuda na geração de dados científicos, que auxiliam a compreender as causas dos encalhes, identificar ameaças à fauna marinha e orientar ações de conservação”, pontuou.
Orientações
Ao encontrar um animal marinho vivo ou morto, a orientação é que a população não toque, não tente devolver o animal ao mar e nem realize qualquer tipo de intervenção. Conforme a coordenadora, o mais importante é manter distância, evitar aglomerações e acionar imediatamente a equipe responsável pelo monitoramento. No caso de animais vivos, a manipulação inadequada pode causar ainda mais estresse ou agravar o estado de saúde.
“Já no caso de animais mortos, além do risco biológico, é fundamental preservar o local para que as equipes realizem a coleta de dados e investigações. Diante disso, a recomendação é entrar em contato com a equipe do PMP da Unesc pelo número (48) 99183-8663, informando a localização e, se possível, enviando fotos, para que o atendimento seja realizado de forma adequada”, pontuou.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), no Sul de Santa Catarina, é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.












