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Fundado em 07 de junho de 1997

Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Hugo Zago da Silva

A nova roupa do rei

Totalitarismo do pensamento, este é um dos pontos altos, enquanto vai se desenvolvendo e se consolidando nas estratégias geopolíticas (se não for de modo intencional ou colocado sobre o “manto da verdade”, e vendido como promessa de botequim, o é com armas de persuasão de massas), o cenário das hegemonias e seu controle.
Antes de prosseguirmos se faz necessário pontuar que este controle mencionado é referente a estrutura revolucionária e as consequências de sua mentalidade no ordenamento da sociedade e das ações humanas. Falta em nossa equação, o elemento presente em nossas vidas, que aponta a direção da fonte de criação do que constitui a nossa natureza – a alma.
De fato, há ordem e lei natureza, por que não haveria entre nós? A descoberta de como funciona, já foi identificada (funcionamento da alma humana). Entretanto a mentalidade revolucionária (já discutida em edições anteriores), sequestra o que é legítimo e natural, iludindo com apelos, quimeras e artifícios os sentidos (porta de entrada das ideias).
Relembrando que isso se relaciona com a definição da verdade, trocando em miúdos, quer dizer, os mesmos sentidos que podem nos condicionar/aprisionar, nos conectam com a inteligência, que interage e se adequa a realidade, que não se dobra diante de nossa vontade, ainda que estruturemos uma bela justificativa no sentido de nossa existência.
Hoje caro(a) leitor(a), iniciamos, falando sobre pensamento, sentidos e a alma humana. O objeto é encerrar nossa temática russa, o quão fundamental foi e continuando sendo importante, encontrar o caminho para a alma humana e induzir a uma forma artificial de lei e ordem, que conduza as multidões a certa mentalidade.
A cobiça russa pela Ucrânia é motivo de grande discussão. Seria o desejo de Putin, a restauração do território com a dissolução da União Soviética? De acordo com o jornalista Cristian Derosa: “(…) as causas econômicas, militares, políticas e estratégicas geopolíticas concorrem ao lado de utopias vindas de crenças messiânicas anteriores ao século 20 (…)”.
Você se recorda, quando foi dito que, “nada está na política de um país que não esteja primeiro na sua literatura? ”. Os precedentes da Revolução foram pensados, escritos em diversas linguagens artísticas, para consolidar no imaginário uma possibilidade que trouxesse ares da realidade, mas que no final das contas, pelos seus frutos, colhemos as consequências, é o que começou aparente, se passa pela verdade, e querem fazer crer, que é evidente.
Uma inversão total, ou seria, subversão? E não reside aí o espírito da revolução? Ganhando força no decorrer da História e atualmente alcançando lugares e pessoas, que antes eram distantes. Veja bem, estamos falando do ódio pela ordem que não tenha sido estabelecida pelo homem, em que não seja ao mesmo tempo rei e deus.
Nossas leis tiveram origem na relação com o Criador, Deus. Se não partimos dele, tateamos no escuro. Porque Ele é a própria luz. E isto está inscrito em nossa natureza, em potência, como possibilidade, que pode ser ‘anuviado’ pelas circunstâncias. Por isso, pessoas ardilosas, que tem centro decisório em nível maduro, sabe que podem influenciar, numa tal medida, que talvez não se dêem conta, das proporções.
A questão não é, o rei que está nu (numa alusão aquela antiga história), o rei está muito bem vestido, mas sim, que está nos despindo a cada dia, de nossa inclinação natural, ao ponto de não enxergarmos a realidade. Muito atento, àqueles que prometem “a restauração do espírito”. A nova roupa do rei, estamos de olho Rússia.