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Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Há 20 anos, Furacão Catarina atingia o Brasil deixando rastro de destruição

Nesta semana, completam-se 20 anos que o Sul de Santa Catarina e o Litoral Norte do Rio Grande do Sul sentiram de perto a fúria do primeiro furacão a atingir a costa do Atlântico Sul. Batizado de Catarina, o fenômeno alcançou os estados brasileiros na noite do dia 27 de março de 2004 e se estendeu até a madrugada do dia 28, produzindo rajadas de vento que ultrapassaram os 180 quilômetros por hora (km/h). Foram cerca de 8 horas entre a chegada no continente e a dissipação. Tempo suficiente para provocar 11 mortes e mais de R$ 200 milhões de prejuízo em Santa Catarina. Estima-se que 36% das edificações existentes na região Sul catarinense foram danificadas e cerca de 2 mil completamente destruídas.
Para se ter uma ideia da complexidade do cenário vivido no final de março de 2004, estima-se que a abrangência do furacão cobriu uma área onde viviam 400 mil pessoas somente no lado catarinense. Ao todo, 21 municípios barriga-verde foram severamente afetados, 14 deles decretaram situação de calamidade pública e sete situação de emergência. No Rio Grande do Sul, as cidades mais atingidas foram Torres, Dom Pedro de Alcântara, Arroio do Sal e Três Cachoeiras.
Dados compilados pela Defesa Civil por meio de Relatórios de Avaliação de Danos (Avadans) indicam que o furacão deixou em Santa Catarina 24.181 pessoas desalojadas, 2.262 desabrigadas e 435 feridas – a grande maioria dos acidentes aconteceram após a dissipação do vento e durante o trabalho de manutenção da infraestrutura danificada.
O Catarina também produziu prejuízo na agricultura, conforme relatórios da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC). Na cultura do milho, foram 7.538 hectares atingidos, com 90% de perda. No arroz irrigado, os ventos atingiram 31.125 hectares, gerando 18,3% de perda. O impacto também foi significativo na cultura da banana, com 70% de perda dos 5.705 hectares atingidos. Ainda houve prejuízo nas culturas do feijão, maracujá, mandioca e moranga.