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Fundado em 07 de junho de 1997

Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Gregório José Lourenço Simão

A crise da “Saúde Mental” no trabalho

Nos últimos anos, muito se tem falado sobre um aumento significativo nos problemas de saúde mental em comparação com o passado. Podem ser atribuídom a uma combinação de fatores socioeconômicos, culturais e tecnológicos que afetam negativamente o bem-estar psicológico das pessoas. Entre esses fatores, destacam-se os baixos salários, a falta de perspectivas de vida melhores, condições de submoradia, o uso excessivo de redes sociais e a ausência de pensamento positivo sobre o futuro. Esses elementos não apenas aumentam o risco de transtornos mentais, como também levam a um aumento dos afastamentos de emprego devido à depressão, além de exercerem pressões intensas sobre os serviços, que se tornam cada vez mais exigentes e menos remunerados.
O Ministério da Previdência Social revela que a depressão e a ansiedade foram responsáveis por 149,3 mil benefícios por incapacidade temporária no Brasil, no período de janeiro a dezembro de 2023. Esses dados apontam que o excesso de atividades, a pressão para atingir metas e jornadas exaustivas são fatores cruciais que contribuem para os problemas psicológicos no ambiente de trabalho.
A pandemia de Covid-19 e a adoção do home office promoveu uma intensificação da jornada de trabalho. Estudos indicam um aumento de pelo menos 10% na carga média laboral. A transição desorganizada e rápida para o trabalho remoto também agravou a saúde psicológica dos trabalhadores. Além disso, a intensa competitividade no mercado de trabalho e o uso massivo de novas tecnologias contribuem para o surgimento de doenças mentais. A cobrança de metas cada vez mais difíceis de serem alcançadas e a destruição das barreiras entre trabalho e vida pessoal, causada pela tecnologia, deixam os trabalhadores constantemente conectados ao trabalho, aumentando o risco de esgotamento profissional e depressão.
Funcionários que adoecem por depressão e esgotamento profissional devido ao trabalho têm o direito de ver reconhecido o acidente de trabalho. As empresas devem cumprir os requisitos legais nesses casos, como garantir o período de estabilidade, emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e podem ser penalizadas na Justiça do Trabalho com o pagamento de danos morais e materiais. Os trabalhadores devem comunicar seus empregadores e apresentarem atestados e laudos médicos para a emissão da CAT. Mesmo que a doença não esteja diretamente relacionada às atividades laborativas ou não exija licença médica, é crucial informar o tratamento ao empregador para possibilitar o remanejamento de atividades e evitar o agravamento do quadro clínico.
A combinação de baixos salários, falta de perspectivas de vida melhores, submoradia, uso excessivo de redes sociais e uma visão negativa sobre o futuro contribuem significativamente para o aumento dos problemas de saúde mental. É essencial um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado para o bem dos seres humanos que trabalham e aos que empregam.