O ex-vereador mais votado da história de Urussanga, Luan Varnier, divulgou um vídeo nas redes sociais em que se posiciona contra comentários e ataques negativos direcionados a Clésio Salvaro, que voltou a ser citado no debate político após se colocar à disposição como pré-candidato.
Na gravação, Varnier destaca que não se trata de apoio eleitoral neste momento, mas de uma defesa institucional e humana diante de julgamentos antecipados.
“Clésio Salvaro não é meu pré-candidato. Mas, infelizmente, o que acontece é que, quando políticos que se destacam e retornam ao cenário, surgem tentativas de desmoralizar e desqualificar. Eu vivi isso comigo. Quem tem trabalho prestado sempre incomoda”, afirmou.
O ex-parlamentar também reforçou que seu compromisso político atual é com o governador Jorginho Mello, ressaltando ações em favor de Santa Catarina, e afirmou que segue em diálogo sobre futuras definições partidárias, sempre buscando valorizar lideranças que historicamente olharam para Urussanga.
A manifestação ocorre após a retomada de notícias envolvendo o nome de Clésio Salvaro, ex-prefeito de Criciúma, político com longa trajetória pública e reconhecida aprovação eleitoral ao longo dos anos.
Trajetória política
Clésio Salvaro iniciou sua carreira política em 1988, ao ser eleito vereador de Siderópolis pelo então PFL (atual Democratas), com 428 votos. Foi reeleito em 1992 e presidiu a Câmara Municipal.
No âmbito estadual, disputou vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 1994, ficando como quinto suplente, com 16.640 votos. Em 1998, alcançou a primeira suplência, com 26.526 votos.
Em 2002, foi eleito deputado estadual com 48.302 votos e, em 2006, reelegeu-se com 59.061 votos.
Na esfera municipal, já filiado ao PSDB, concorreu à Prefeitura de Criciúma em 2004, ficando em terceiro lugar. Em 2008, foi eleito prefeito com 53.329 votos (48,62%). Em 2012, foi reeleito com 76,48% dos votos, mas impedido de assumir por decisão judicial.
Em 2016, retornou à disputa e conquistou a maior votação da história do município: 82.959 votos (75,87%). Em 2020, foi novamente reeleito, com 71.615 votos (72,36%).
Presunção de inocência e empatia
No vídeo, Varnier enfatiza que acusações e questionamentos ainda estão em análise pela Justiça e que antecipar condenações pode gerar injustiças irreparáveis.
“Quando julgamos antes da decisão judicial, podemos estar cometendo injustiças e atingindo não apenas o político, mas suas famílias e amigos. Precisamos de mais empatia e responsabilidade”, concluiu.
A manifestação reacende o debate sobre os limites do embate político e o respeito ao devido processo legal, especialmente em períodos de pré-campanha.











