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Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Estupros e assassinatos de mulheres crescem em 2023

Nos seis primeiros meses deste ano, o número de assassinato de mulheres cresceu 2,6% na comparação com 2022. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança divulgados nesta segunda-feira, 13, mostram que o número de mortes de mulheres chegou a 1,9 mil no primeiro semestre.
Se considerados apenas os feminicídios — assassinatos em razão da condição de gênero —, o número de mulheres mortas foi de 722 contra 704 no primeiro semestre do ano passado.
Em 2022, o Brasil registrou o menor número geral de assassinatos da década, de acordo com dados do mesmo fórum, divulgados em 20 de julho.
O crescimento de casos de violência sexual contra mulheres neste ano é ainda maior. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança, o número de estupros e de estupros de vulnerável (pessoas com menos de 14 anos ou sem condições de consentir por doença ou enfermidade) saltou 15%. Em números absolutos, 34 mil mulheres foram vítimas desse crime.
Do total de casos de estupros, 70% tiveram meninas de até 13 anos como vítimas, informou o fórum. No caso dos estupros de crianças, o acontece na própria casa, geralmente cometido por familiares.
Os dados foram apurados por meio de levantamento nos boletins de ocorrência em delegacias de Polícia Civil do Distrito Federal e dos Estados e, por isso, deve ser levada em consideração a subnotificação de casos de violência sexual.
Sudeste foi a região com maior alta no numero de mulheres assassinadas
O Sudeste é o responsável pelo crescimento da média nacional de assassinato de mulheres. A alta foi de 16,2% com 273 vítimas.
Nas demais regiões, não houve aumento dos casos neste semestre. No Centro-Oeste, a redução foi de 3,6% (81 vítimas); no Norte, de 2,8% (69 vítimas); no Nordeste, 5,6% (187 vítimas).
Os dados mostram ainda que três dos quatro Estados da Região Sudeste apresentaram crescimento dos registros de feminicídios. Em São Paulo, a alta foi de 33,7%, passando de 83 casos nos seis primeiros meses de 2022 para 111 casos em 2023.
No Rio de Janeiro, os feminicídios tiveram uma queda de 3%, enquanto os homicídios dolosos de mulheres cresceram 6,4%, chegando a 149 vítimas, contra 140 no ano passado.