O trânsito é, acima de tudo, um reflexo da nossa cultura e do nível de respeito que temos uns pelos outros. Quando olhamos para a realidade brasileira, percebemos que o desrespeito à legislação de trânsito (CTB) figura entre as principais causas de acidentes e, infelizmente, de tragédias evitáveis.
É comum ver motoristas acreditando que ligar o “pisca-alerta” é uma autorização automática para descumprir regras: parar em vagas reservadas para idosos, estacionar em locais de cadeirantes ou simplesmente ocupar espaços onde a sinalização é clara ao proibir o estacionamento. Pequenas infrações que, somadas, resultam em grandes problemas.
Aqui em Tubarão, esse cenário também se repete. Um exemplo recente ocorre na Rua Germano Sibert, no bairro Oficinas, onde uma empresa de transportes — que deveria ser referência em respeito e boas práticas — insiste em estacionar caminhões sobre a calçada. Um espaço que, por lei e por lógica, pertence aos pedestres.
Pior ainda é constatar que, além de obstruir a passagem de quem anda a pé, os veículos dessa mesma empresa também ocupam trechos da via sinalizados com a placa de proibido estacionar. Ou seja, desrespeitam não apenas o pedestre, mas também a legislação de trânsito, que deveria ser seguida por todos.
Se empresas especializadas em transporte, que dependem diretamente da via pública e da segurança no tráfego, dão o mau exemplo, como esperar que o cidadão comum aja de forma diferente? O trânsito de Tubarão — e de qualquer cidade — só será mais seguro quando a educação, o respeito e a consciência deixarem de ser exceções e passarem a ser regra.











