Não sem razão, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) mostra-se preocupada com a situação de Santa Catarina diante do desenrolar da situação na Venezuela. O ponto de atenção da entidade é a questão do serviço, já que uma boa parte da mão de obra do Estado é de venezuelanos.
Relatório da Operação Acolhida mostra que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024. “Hoje, a indústria de SC conta com a força de trabalho de venezuelanos para preencher vagas e atender a demanda crescente por mão de obra. Dependendo do que veremos para frente, existe a possibilidade de o país se tornar novamente atrativo para esses imigrantes ”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Mas sabemos que não é somente a indústria. O comércio em geral se mantém com a força de trabalho venezuelana.
Contudo, quem mora aqui não tem pretensões de voltar para seu país de origem, já que a situação é muito incerta, principalmente após a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez, que fez um acordo prévio com os Estados Unidos. Ou seja, há a possibilidade de que a situação econômica do país se mantenha, já que a vice pode vir a seguir uma política semelhante à anterior. Trocando em miúdos, seria como trocar seis por meia dúzia, tendo o aval e orientação dos Estados Unidos para isso.











