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Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Perdas da safra de cebola com as chuvas em SC equivalem a um mês do consumo no país

Produção catarinense deve ter perda de 25% em razão das chuvas, gerando impacto para mercado e produtores
Os danos causados pelas intensas chuvas de outubro em Santa Catarina resultaram em perdas significativas na safra de cebola, equivalendo a aproximadamente um mês do consumo nacional desse produto. Como o principal produtor do país, contribuindo com cerca de um terço do volume total cultivado, o Estado experimentou uma notável queda na produção em comparação ao ano anterior, que foi marcado por uma supersafra histórica, movimentando R$ 1 bilhão.O engenheiro agrônomo Daniel Schmidt, coordenador do projeto de cultivo de cebola da Epagri no Alto Vale, estima uma redução de pelo menos 25% na produção deste ano, resultando em uma diminuição de 140 mil toneladas em relação à expectativa inicial de 570 mil toneladas. Esse volume perdido, segundo Schmidt, corresponde ao consumo nacional de cebola por um período de um mês.

As adversidades climáticas, caracterizadas pelo mau tempo persistente em outubro e enchentes em áreas cruciais como o Alto Vale do Itajaí, afetaram cerca de 70% do cultivo estadual. Os produtores enfrentaram desafios desde o plantio, com solo excessivamente úmido dificultando operações essenciais, até o escoamento de produtos nas áreas cultivadas devido ao excesso de chuvas nas semanas seguintes. Alagamentos e umidade exacerbada propiciaram a proliferação de bactérias, enquanto a escassez de sol prejudicou a formação dos bulbos, resultando em uma maior quantidade de cebolas com problemas de apodrecimento ou diâmetro inferior ao habitual, especialmente nas variedades precoces.

As expectativas para as cebolas de ciclo médio, representando aproximadamente 80% da produção total, são incertas, uma vez que os produtores aguardam para avaliar possíveis perdas. O presidente da Associação de Produtores de Cebolas de Santa Catarina, Jelson Guesser, destaca a necessidade de acionamento dos seguros de safra, especialmente para aqueles que financiam a produção por meio de recursos bancários.

Quanto aos preços, os reflexos das perdas na safra devem ser sentidos apenas em 2024, com a possibilidade de preços mais baixos devido à diminuição do tamanho das cebolas colhidas. O aumento da oferta, principalmente se a produção do ciclo médio não puder ser armazenada adequadamente, pode resultar em redução de preços a partir de janeiro e fevereiro. Schmidt alerta que, em anos normais, Santa Catarina possui a capacidade de armazenar cebolas até metade do ano seguinte, mas as condições atuais indicam uma menor capacidade de armazenamento, podendo levar à necessidade de importação e, consequentemente, a um aumento nos preços.