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Mudanças no trânsito de Tubarão serão avaliadas com novo levantamento técnico

Um novo estudo com base no Plano de Mobilidade deve ser contratado pela prefeitura

O município de Tubarão avalia promover mudanças no sistema viário do acesso norte da cidade e estuda a contratação de um novo levantamento técnico para analisar intervenções pontuais na região, como a possibilidade de retorno da mão dupla em vias estratégicas.

O município já conta com um Plano de Mobilidade Urbana aprovado em audiência pública, pela Câmara de Vereadores, e transformado em lei sancionada em janeiro deste ano.

Ainda assim, segundo o gestor de Trânsito e Mobilidade, Daniel Machado, o plano macro não elimina a necessidade de estudos específicos para áreas consideradas mais sensíveis, como o acesso norte.

“Não é só a ponte, mas toda a região do acesso norte, que envolve a Tancredo Neves, a Ponte Orlando Francalacci, a rotatória da rua Uruguai, a avenida Marcolino Martins Cabral e também a Ponte Paulo Osny May”, pontua.

De acordo com Daniel, a demanda partiu do prefeito, que solicitou atenção especial para a área, considerada estratégica para a mobilidade urbana.

A proposta, porém, ainda está em fase inicial, de conhecimento técnico da região e levantamento das necessidades de moradores e comerciantes.

“Como cidadão, percebemos que algumas mudanças podem melhorar, como voltar a Tancredo Neves para mão dupla, por exemplo. Mas como gestor, eu não posso fazer isso sem um estudo, porque toda alteração no trânsito pode criar outro gargalo”, afirma.

A intenção, então, segundo o departamento de trânsito da cidade, é contratar um estudo específico para o acesso norte, que inclua contagem de tráfego, análise de fluxos, capacidade das vias e impactos de possíveis alterações.

O objetivo é garantir que eventuais mudanças tragam melhorias sem transferir problemas para outros pontos. “O plano de mobilidade existente engloba a cidade como um todo, e precisamos de questões pontuais para determinadas áreas, por isso a necessidade de um outro estudo”, explica.

“Esse estudo vai apontar o que é viável, quais gargalos podem surgir e como resolver antes. Senão, a gente melhora um ponto e piora outro”, destaca.