O movimento “O Sul é o Meu País” voltou a ganhar repercussão após divulgar, nas redes sociais, a realização de uma assembleia geral em Taquara, no Rio Grande do Sul. O encontro reuniu representantes de diretórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para discutir ações voltadas à defesa da autonomia política e administrativa da região Sul.
O movimento, criado nos anos 1990, defende a realização de um plebiscito nacional para consultar a população sobre uma possível separação dos três estados do Sul. A proposta não tem validade jurídica, mas segue sendo tratada pelos organizadores como um projeto político e cultural. Durante o encontro, foram apresentados dois temas centrais para os próximos meses: um projeto de emenda constitucional que busca permitir consultas populares sobre autonomia regional e a criação de comissões municipais para organizar a coleta de assinaturas em todo o Sul do país.
Também foram discutidas mudanças internas no estatuto da organização e a análise das contas da atual gestão. A diretoria destacou que o objetivo é ampliar a presença do movimento em cidades do Sul e pressionar atores políticos a se posicionarem sobre temas relacionados ao federalismo, à descentralização de recursos e à defesa de identidades regionais.
Apesar da mobilização, especialistas lembram que a Constituição brasileira não permite iniciativas de separação territorial. Qualquer proposta nesse sentido depende de aprovação do Congresso Nacional, o que torna o plebiscito inviável do ponto de vista legal. Mesmo assim, o grupo afirma que continuará promovendo atos simbólicos e campanhas para manter o tema em debate.
Em Santa Catarina, o movimento tem grupos ativos principalmente no Litoral e no Norte do estado, que acompanham as reuniões e participam da organização regional. A nova fase anunciada nas redes sociais busca fortalecer a articulação entre os três estados e preparar o congresso nacional da entidade, previsto para ocorrer no Paraná.











