Defesa Civil alerta para risco de destelhamentos, queda de árvores, enxurradas e ressaca marítima entre sexta-feira (7) e sábado
Santa Catarina volta a ter tempo instável a partir desta sexta-feira (7) por conta da formação de uma frente fria e de um ciclone extratropical em alto mar, entre o Sul e o Sudeste do país. O fenômeno deve provocar chuva intensa, trovoadas e rajadas de vento em boa parte do estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC), as instabilidades começam ainda pela manhã nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul e se intensificam ao longo da tarde, atingindo com maior força o Grande Oeste e os Planaltos. Nessas regiões, há risco de tempestades severas, com ventos que podem ultrapassar os 90 km/h e ocorrência de granizo.
No fim do dia, os temporais avançam em direção ao Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Litoral Norte, com chuvas fortes em curtos períodos de tempo. A Defesa Civil alerta para possíveis destelhamentos, danos à rede elétrica, queda de galhos e árvores, além de alagamentos e enxurradas.
Sábado
Durante a madrugada de sábado, o risco de temporais diminui, mas o vento sul ganha força, especialmente nas áreas serranas e litorâneas, com intensidade média entre 30 e 40 km/h e rajadas que podem chegar a 90 km/h. Essa condição deve deixar o mar bastante agitado, com risco elevado de ressaca e erosão costeira.
Entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis, as ondas devem variar entre 3,5 e 4,5 metros, com picos ainda maiores em alto-mar. No Litoral Norte, a altura das ondas deve ficar entre 2,5 e 3,5 metros. A tendência é de que o mar comece a acalmar gradualmente ao longo da noite de sábado, conforme o ciclone se afasta da costa.
Entenda o fenômeno
Segundo a Dfesa Civil, a formação de ciclones extratropicais é um fenômeno comum na região Sul do Brasil, especialmente durante a primavera, quando o contraste entre massas de ar frio e quente se intensifica. Por ser uma estação de transição entre o inverno e o verão, a primavera é marcada por grande variação térmica e instabilidade atmosférica.
Nesse período, o ar quente e úmido vindo das regiões tropicais se desloca em direção ao sul do país e encontra massas de ar mais frias, criando as condições ideais para o desenvolvimento desses sistemas.
Além disso, após o inverno, época em que são frequentes as passagens de frentes frias e o mar permanece mais agitado, a faixa litorânea tende a ficar mais vulnerável a impactos. Assim, a atuação de um ciclone extratropical, acompanhada de ventos intensos e mar agitado, pode provocar ressacas, erosão costeira e alagamentos em áreas próximas à orla, ampliando os riscos típicos dessa época do ano.
Defesa Civil recomenda:
- Durante os temporais e ventos fortes, busque um local abrigado, longe de janelas e objetos que possam ser arremessados;
- Em caso de ventos fortes, evite transitar e/ou abrigar-se próximo de árvores, placas, muros e postes de energia;
- Em caso de chuva intensa com alagamentos, jamais atravesse ruas alagadas ou pontes e pontilhões;
- Evite atividades de navegação, pesca, esportes marítimos e banho de mar. Evite também caminhar ou pedalar na orla caso as ondas estejam atingindo a ciclovia.
Além disso, a SPDC reforça a importância de acompanhar os boletins, avisos e alertas meteorológicos oficiais, disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria.











