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Editor Chefe:
Reinor Marcolino (Reg.SC 02.423-JP)

Assessoria Jurídica:
Diógenes Luiz Mina de Oliveira (OAB/SC 26.894)

Região Sul apresenta índices preocupantes de suicídio

Apesar da precariedade dos dados para pesquisa no Brasil é seguro afirmar que os estados da região Sul costumam aparecer nas primeiras posições num ranking nada agradável, o de suicídios. Até cerca de dez anos atrás, segundo o “Mapa da Violência 2014 – Os Jovens do Brasil”, Santa Catarina aparecia na segunda posição do ranking de suicídios por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Surpreendentemente, Florianópolis era apontada como a capital com maior número de suicídios em de 2012. Segundo dados divulgados pela UFSC.
Santa Catarina conseguiu diminuir esse número e se distanciou desse ranking macabro, porém o Rio Grande continua nas primeiras posições – o que é de se estranhar porque o estado vem numa sequência de governadores de centro-esquerda que costumam dar mais atenção à causa.
Segundo o portal divinaprovidencia.org.br, o Rio Grande do Sul, no mesmo ano, foi líder no ranking, com mais de 1,4 mil óbitos por essa causa. Ou seja, o estado gaúcho, sozinho, responde por mais de 10% dos suicídios no país. Os dados gaúchos de suicídio indicam uma preocupação crescente. O estado apresenta a taxa mais alta de suicídio no Brasil. Em 2019, o RS teve uma taxa de cerca de 12,4 suicídios por 100 mil habitantes, bem acima da média nacional, que gira em torno de 5 por 100 mil habitantes.
Enquanto os políticos se esquivam desse debate, pouco se fala ou se faz para conter um suicídio e quando ocorre dentro de grandes instituições como foi o caso do suicídio da Dra. Claudia Carnevale era Diretora de Saúde na Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, que se jogou do 12° andar do prédio da Secretaria De Saúde do Estado de São Paulo as nove horas da manhã de um dia de trabalho no mes de julho. Nada se falou e nada foi feito para cuidar da Saúde Mental dos colegas de trabalho que ficaram extremamente abalados com a situação.
Esse é um caso que tomei conhecimento somente por ter amizade com sua amiga de trabalho que está extremamente abalada com a situação. O suicídio não impacta e destrói somente a família. Ele deixa um rastro de dor e destruição – além do doloroso processo de luto, ele deixa a família com perguntas sem respostas, culpa, angustia – um sentimento de que falhamos com nosso ente querido, negação, sofrimentos psicológicos, revolta, desespero, raiva, decepção. O suicídio se bate sobre a família como uma sentença perpetua família fica vulnerável e em constante alerta. É uma ferida que não cicatriza. Além da família os amigos são impactados, colegas de trabalho todos sofrem.
A prática do suicídio atinge todas as camadas sociais, não prevalecendo idade, sexo, cor, raça, etnia, credo, religião, profissão, classe social ou condição financeira. As ações em pról da saúde mental ainda são pequenas diante do quadro de epidemia que temos em todo País. O poder público infelizmente não tem psicológicos e psiquiatras para atender a todas as pessoas afetadas pela depressão, ansiedade e outros distúrbios.
Existem ações simples e pontuais que podem ser feitas pelo Poder público que podem milhões de pessoas no país todo. Simples exames de sangue podem identificar a falta de vitaminas no organismo das pessoas. Principalmente entre os jovens ja que seus hormônios estão em ebulição com altos e baixos e isso bagunça suas vitaminas. Segundo o *Dr. João Braga “A deficiência de vitamina D tem sido apontada em diversos estudos como fator associado à depressão e ao risco de suicídio. Mas não é apenas essa vitamina que merece atenção. Alterações em outros parâmetros bioquímicos, como a deficiência de vitamina B12, ferro, zinco e magnésio, também estão relacionadas a desequilíbrios emocionais e cognitivos. Corrigir esses déficits pode ser uma etapa simples, acessível e essencial no cuidado integral à saúde mental, funcionando como base de sustentação antes mesmo do uso de medicamentos psiquiátricos”. Tem um ano meu filho Diego Wendell de 24 anos tirou sua vida prematuramente, infelizmente eu não sabia q a falta de vitaminas poderiam contribuir para a depressão.