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Moradores têm mal-estar após consumir marisco e Cidasc emite alerta

Turistas e moradores de outras cidades do Litoral catarinense também relataram o mesmo problema

Moradores da região relataram, pelas redes sociais, que apresentaram casos de intoxicação alimentar após comer mariscos coletados nos costões de Laguna e Imbituba.

Em uma postagem do Instagram Informações da Pesca (IDP), com quase 48 mil seguidores, diversos moradores relataram que passaram mal após o consumo de mexilhões. Turistas e moradores de outras cidades do Litoral catarinense também relataram o mesmo problema.

Uma das suspeitas para os casos de intoxicação é a maré vermelha, um fenômeno natural que ocorre quando há um crescimento excessivo de microalgas no mar, liberando toxinas.

Quem comer os mariscos contaminados pode apresentar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, cólicas, dor abdominal, formigamento ou dormência ao redor da boca e lábios. É importante ressaltar que as toxinas não são destruídas com o congelamento ou cozimento dos moluscos.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) foi informada, no dia 28 de dezembro de 2024, pela Polícia Militar Ambiental, que foram constatadas pessoas com sintomas semelhantes à intoxicação por ficotoxina após o consumo de mexilhões retirados dos costões nos municípios de Laguna, de Imbituba e na localidade do Pântano do Sul, em Florianópolis.

“Até o momento, os resultados do monitoramento realizado rotineiramente pela Cidasc nos locais de produção de moluscos bivalves (ostras, mexilhões, vieiras e berbigões) no estado de Santa Catarina não detectaram presença de toxina produtora de intoxicação em seres humanos. Cabe ressaltar que os municípios de Imbituba e de Laguna não possuem áreas de produção e, portanto, não são alvo de monitoramento oficial. Outro ponto a ser destacado é que a extração de mexilhões no período de defeso, que iniciou no dia 1º de setembro e encerra nesta terça-feira, dia 31, é um crime ambiental e não poderia estar sendo realizada”, informa a nota da Cidasc.

Entretanto, em função das notificações, para fins de investigação de prováveis causas da intoxicação, a Cidasc realizou nova análise na área de produção do Pântano do Sul e também está realizando coletas para análises nos município de Imbituba e de Laguna. Assim que saírem os resultados, os mesmos serão divulgados e as recomendações atualizadas.

“Com o objetivo de prevenir intoxicações causadas por moluscos bivalves, a Cidasc ressalta que não é recomendado o consumo de moluscos bivalves retirados de costões e ilhas, por serem áreas que não são alvo de monitoramento oficial. A Cidasc monitora constantemente as áreas de cultivo para preservar a saúde dos consumidores. A alga Dinophysis acuminata, quando se prolifera na água, libera a toxina ácido ocadaico, que os moluscos absorvem ao filtrar a água do mar”, reforça a Companhia.