Diário O Município

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Shadow

Do casulo pessoal à transformação profissional

Ah, meu caro, quando ouço essa história da metamorfose da lagarta para a borboleta, confesso que não sei se devo aplaudir ou pedir uma pipoca para assistir a esse drama todo. É meio manjado, eu sei, mas ainda assim, tem seu charme, não é mesmo?
Veja bem, essa analogia toda sobre sair do casulo, virar borboleta, é como um roteiro clichê de novela mexicana. Você se vê apertado, sem ar, querendo sair voando logo, mas antes, claro, precisa aprender a lição.
Se há algo que posso afirmar com convicção é que a mudança pessoal é uma jornada repleta de encruzilhadas, desafios e, por vezes, solidão. Não é uma trajetória que se percorre com leveza, mas sim com coragem e determinação, pois, ao dar passos rumo à evolução, muitos dos laços que nos prendiam ao passado se desfazem como fumaça ao vento. Quando decidimos trilhar o caminho da transformação, é inevitável que alguns ao nosso redor não compreendam nossas escolhas. Perder amigos que preferiam nos ver estagnados, envolvidos em um estado de confortável imobilidade, é uma das consequências mais dolorosas desse processo. Afinal, para eles, nossa mudança representa um abismo entre o que éramos e o que nos tornamos, uma diferença que se torna difícil de ser reconciliada.
E não são apenas os amigos que se afastam; até mesmo aqueles que um dia foram nossos guias, líderes e professores podem nos abandonar nessa jornada. Para alguns, nossa busca por crescimento pessoal é vista como uma ameaça à sua própria autoridade, um desafio à sua visão de mundo. E assim, nos vemos desamparados, como navegantes perdidos em um mar de incertezas.
A questão é que, no fundo, ninguém muda nada que não queira mudar. Por mais que tentem te mostrar o caminho da luz, se você não quiser enxergar, meu amigo, pode ter certeza que até o Raio-X mais potente não te fará ver além do próprio umbigo.
E olha, depois que você passa por essa transição, não pense que acabou, não. A vida é feita de mudanças, uma hora é o casulo, na outra é mudança de pele, de emprego, de estado civil… É tipo um desfile de moda, sempre tem uma tendência nova chegando.
O segredo é estar ligado nas mudanças e pronto para se adaptar, como um camaleão em um carnaval de cores. Porque, meu caro, se você ficar olhando para trás, tentando voltar ao casulo, vai acabar é se enrolando no próprio fiofó e sofrendo à toa. E que dizer dos ex-colegas de trabalho ou de escola, aqueles que um dia compartilharam conosco risadas e sonhos? Para eles, nossa mudança é motivo de estranheza e ressentimento. Acusam-nos de avareza e ranzinzice, incapazes de compreender que a evolução pessoal muitas vezes exige sacrifícios e renúncias.
Então, fica a dica que vale por toda uma vida: mude, evolua, voe como uma borboleta, mas não esqueça de apreciar a paisagem enquanto o vento te leva para novos voos. E se precisar, sempre tem um boteco aberto para uma boa conversa e uma dose de humor para enfrentar as mudanças da vida.