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Shadow

O que um desenho animado, do ano de 1943 pode nos trazer de compreensão sobre o modo de condicionar uma sociedade, inculcado um determinado tipo de pensamento em sua mentalidade? Chicken Little é um curta-metragem de 1943 criado por Walt Disney durante a Segunda Guerra Mundial e dirigido por Clyde Geronimi . O curta foi baseado no conto popular europeu ” Henny Penny “, conhecido nos Estados Unidos como “Chicken Little”. É um filme antinazista que mostra os males da histeria em massa.
Hoje caro(a) leitor(a) iremos identificar brevemente a estrutura do desenho animado mencionado acima, e como ele tem sua aplicação na leitura de determinado contexto, principalmente quando se está atento as consequências na disseminação de certas ideias no nosso cotidiano.
Em linhas gerais, o narrador apresenta ao público, os habitantes da granja local: Cocky Locky, Henny Penny, Turkey Lurkey, Ducky Lucky, Goosey Poosie e o titular Chicken Little (um galinho empunhando um ioiô). Todos vivem felizes e contentes, afinal estão bem protegidos. Sem o conhecimento deles, a raposa faminta Foxy Loxy apareceu com a intenção de preparar um frango para o jantar. No entanto, ela não consegue entrar, por causa da cerca alta, dos portões trancados e de um fazendeiro bem armado.
Entretanto Foxy Loxy é astuto, sabendo que existem outras maneiras de roubar uma galinha. Então, seguindo o conselho de seu manual de psicologia, ele afirma: “Por que eu deveria querer apenas um, quando posso conseguir todos?” Ele lê em voz alta uma passagem que lhe diz que a melhor forma de manipular todo o rebanho é começar pelos “menos inteligentes”. Ele logo identifica Chicken Little como tal, após uma rápida varredura no quintal.
O desenho termina com a raposa afirmando, que você não deve acreditar em tudo que lê, e isto se deve ao resultado final apresentado na proposta da animação, deixando evidente o resultado de sua investida. Contudo, muitas lições podem ser retiradas do desenho, dentre elas, a principal, a direção que uma sociedade pode ser conduzida, nem sempre é percebida. Através de um membro dentro do grupo, os demais, serviram na estratégia da raposa, que existindo, não era percebida, pelos moradores da granja.
Nesta perspectiva, trago alguns pontos importantes destacados por Peter Kreeft, no livro “Como destruir a civilização ocidental, e outras ideias do abismo cultural”. Dentre os quarenta pontos mencionados pelo autor e que se relacionam ao nosso tema, destaco; a necessidade de compreender a diferença entre o que sabemos e o que não sabemos e reconhecer que há uma lei natural (pois sabemos, que sabemos algo, mas isto está sendo solapado por uma sociedade cada vez mais artificial).
Dentre outros pontos a serem acrescentados a nossa reflexão, pontuo este; caminhar freneticamente alimentando o desejo é causa de ruína e perdição e as nossas adaptações morais para justificar nossas atitudes, tem trazido enormes prejuízos, sobretudo no seio familiar. São inúmeros os pontos a serem considerados, no nosso desenvolvimento e compreensão da realidade.
Dentre eles, são essenciais, perceber que mesmo este mundo sendo precioso, “o bem supremo, o fim último, o propósito existencial e a felicidade do homem, pertencem à eternidade (…)”, e que, “as realidades invisíveis superam em muito as visíveis, as quais são como a superfície do oceano”. A fonte de poder, está no espírito, e não na matéria (que é apenas uma sombra aparente).
Dito de outro modo, encerro com a constatação de que é a verdade que nos torna livres, pois a “liberdade” não nos torna verdadeiros. Negando a verdade, destruímos a liberdade. E não é assim que o Divino Mestre nos ensinou? Conhecereis a verdade e ela vos libertará.
E por fim, não menos importante, o essencial não é invisível aos olhos, é invisível aquilo que deixamos de perceber quando estamos distraídos, com sons, barulhos e ruídos, dizendo, o céu está caindo, ou seria, a nossa capacidade de perceber, que sem saber, estamos sendo conduzidos pela raposa, a uma histeria, um controle e até mesmo uma letargia coletiva. Das muitas guerras, é preciso vencer a primeira (sobre nós mesmos diante da falsa aurora), e estarmos diariamente nos preparando, alertas, que estamos diante da eternidade – onde o palco, é o mundo.