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Criciuma

O Movimento Negro de Criciúma, juntamente com a família Damázio, realizou um novo protesto na manhã desta quinta-feira, dia 7. Durante o Desfile de 7 de setembro, representantes do Movimento Negro e da família entraram na Rua da Gente, no Parque das Nações e participaram do ato.
O protesto era contra o racismo e pedia justiça para a família que foi alvo de uma ação da Polícia Militar (PM) na última semana. Uma guarnição da polícia teria ido à casa por reclamações de som alto. Tiros de bala de borracha foram disparados e spray de pimenta foram utilizados na ação. A família denunciou os policias. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e Ministério Público. Além disso, uma investigação foi aberta pelo comando do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) na corregedoria para averiguar a conduta dos policiais que alegam terem agido em legítima defesa, o que nega a família.
“Minhas duas irmãs moram ali uma na casa da frente e outra na casa de trás. Não acontece isso, apenas, com a nossa família. Várias famílias já passaram por isso. No nosso caso foi a polícia. Porquê o policial segue a lei de não entrar sem autorização na casa do branco e na casa do negro toca o pé na porta?”, questiona Raquel Damázio da Costa, 58 anos, irmã das moradores da casa onde ocorreu a ação policial.
Raquel já morou no local e destaca que a família vive há 60 anos no bairro Comerciário. “Foram 30 anos morando na outra casa na frente do Colegião e mais 38 anos morando naquela casa ali. Com isso nossa família já está há 65 anos, toda a nossa família. A polícia tinha que no mínimo se retratar e dar uma punição aos policiais. Já vi policial por muito menos ser punido”, afirma.