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A Polícia Civil de Santa Catarina, em conjunto com o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do TJSC, realizou operações para deter 10 membros de uma organização criminosa skinhead neonazista. O Ministério Público propôs um recurso que resultou na prisão preventiva do grupo. Segundo o delegado Arthur Lopes, cinco dos presos são do Rio Grande do Sul, três de Santa Catarina, um do Paraná e um de Minas Gerais.

As prisões ocorreram em diferentes dias durante a última semana e não foram divulgadas antes para evitar que os mandados fossem frustrados. Alguns dos suspeitos foram detidos em suas residências ou locais de trabalho, enquanto outros se apresentaram à delegacia. Durante uma das prisões, uma grande quantidade de material relacionado à organização foi apreendida.

Os 10 réus foram libertados em 7 de abril, mas o Ministério Público recorreu da decisão. Em uma ação cautelar, o Desembargador Ernani Guetten de Almeida ordenou a prisão preventiva dos suspeitos. 

Em sua decisão, ele afirmou que os indivíduos são membros de uma organização criminosa que promove o discurso de ódio, racismo e idolatria ao nazismo. O grupo age de maneira organizada para crescer rapidamente e com maior engajamento, rompendo as barreiras entre os estados. Eles também seriam braços de uma organização internacional semelhante que usa a violência para cometer crimes de ódio.

Durante as investigações e o processo, foram apreendidos materiais de apologia ao nazismo e supremacismo, incitação à violência e preconceito, bem como adagas, canivetes e munições. As mensagens encontradas nos telefones celulares seguem a mesma linha de pensamento nefasta.

Os dez presos estão respondendo criminalmente pelos fatos investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina. 

Em novembro de 2022, a Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da DEIC realizou uma operação em um sítio na área rural de São Pedro de Alcântara, região da Grande Florianópolis, onde flagrou o grupo que é o Capítulo brasileiro de um grupo skinhead neonazista transnacional. Oito membros foram presos em flagrante no local, enquanto os outros dois foram detidos em Caxias do Sul (RS) no início deste mês.